Tributação do diesel

CNA pede redução imediata de tributos sobre o diesel

Confederação argumenta que medida é necessária diante dos aumentos no preço do petróleo e de seus derivados

Posto do Distrito Federal ajusta preços do diesel S10 e S500, em 4 de junho de 2018 (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Posto do Distrito Federal ajusta preços do diesel S10 e S500, em 4 de junho de 2018 (Foto Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) solicitou ao Ministério da Fazenda e ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) a redução imediata e temporária de tributos que incidem sobre o óleo diesel no país.

Conforme nota da CNA divulgada nesta quarta-feira (11/3), o pedido foi formalizado na terça (10/3) por meio de ofícios encaminhados ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), e ao colegiado que reúne as secretarias de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal.

Segundo a entidade, a proposta prevê a desoneração de tributos federais — como o Programa de Integração Social (PIS), o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) — além de impostos estaduais, especialmente o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

De acordo com a CNA, os tributos federais representam cerca de 10,5% do valor do diesel comercializado, enquanto os estaduais acrescentam, em média, 38,4% ao preço final do combustível.

A confederação argumenta que a medida é necessária diante dos recentes aumentos no preço do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, cenário que pressiona os custos de produção no Brasil.

Em ofício ao ministro da Fazenda, o presidente da CNA, João Martins, afirmou que o momento é sensível para o setor agropecuário, que atravessa o período de plantio e colheita da segunda safra.

Segundo ele, o custo do diesel tem impacto direto nas despesas de produção e na logística do agronegócio.

Para a entidade, a redução temporária dos tributos poderia ajudar a conter os efeitos da alta dos combustíveis sobre a economia, com reflexos na moderação dos preços dos alimentos e na diminuição das pressões inflacionárias.

No documento enviado ao Confaz, a CNA também destacou que a iniciativa pode contribuir para um ambiente macroeconômico mais estável e favorecer a trajetória de redução da taxa básica de juros, a Selic.

Por fim, a confederação afirmou que permanece à disposição do governo para colaborar com propostas voltadas à redução dos custos logísticos e produtivos associados aos recentes conflitos geopolíticos que impactam a economia brasileira.

Por Tânia Rabello

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