Novo departamento

MME terá departamento dedicado à eletromobilidade

Ministério de Minas e Energia apresentou proposta para criar um Departamento de Eletromobilidade, vinculado à Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento

Veículo eletrico sendo abastecido | Foto: Iano Andrade/CNI
Segundo o PDE 2035, a participação dos veículos leves eletrificados na frota total atingirá 8% em 2035. (Foto: Iano Andrade/CNI)

O Ministério de Minas e Energia (MME) quer alterar sua estrutura para criar um Departamento de Eletromobilidade, vinculado à Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento. A proposta foi apresentada ao Ministério da Gestão e da Inovação (MGI).

Se for aprovado, o novo departamento será responsável pela coordenação de políticas de mobilidade elétrica.

Sua estrutura organizacional contará com um diretor, uma Coordenação-Geral de Expansão da Infraestrutura Elétrica para Eletromobilidade; e uma Coordenação-Geral de Desenvolvimento da Eletromobilidade.

Segundo a pasta comandada por Alexandre Silveira (PSD), a ideia é adaptar a estrutura do MME à agenda de transição energética e descarbonização.

Para subsidiar a proposta, foram apresentados dados sobre o aumento nas vendas de veículos elétricos nos últimos anos, e o volume de investimentos em infraestrutura de recarga em todo o mundo.

No Brasil, de acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035), a participação dos veículos leves eletrificados na frota total cresce de maneira gradual, e atingirá aproximadamente 8% em 2035.

A proposta enviada ao MGI também inclui a criação de uma Assessoria Especial de Coordenação Estratégica e Conselhos Governamentais, com o objetivo de “profissionalizar a coordenação de fluxos” para o exercício da Secretaria-Executiva do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e do Conselho Nacional de
Política Mineral (CNPM).

Outras secretarias já existentes também sofrerão ajustes em sua estrutura organizacional, que, segundo o MME, não incorrerão em aumento de despesas para a União. O MGI tem um mês para avaliar a proposta de Alexandre Silveira.

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