Combate ao crime

Operação 'Haras do Crime' contra roubo em dutos da Transpetro prende sete pessoas

Ação acontece simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina

Treinamento da Transpetro simula vazamento de diesel causado por tentativa de furto em duto de combustível na comunidade Jardim Nair, na Zona Leste de SP (Foto Rovena Rosa/Agência Brasil)
Treinamento da Transpetro, com participação do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e outras instituições, simula vazamento de diesel causado por tentativa de furto em duto de combustível na comunidade Jardim Nair, na Zona Leste de SP (Foto Rovena Rosa/Agência Brasil)

Sete pessoas já foram presas na operação “Haras do Crime”, que o governo do estado do Rio de Janeiro e a Polícia Civil realizam nesta quinta-feira (22/1) contra uma quadrilha especializada no furto de petróleo por meio da perfuração clandestina de oleodutos da Transpetro.

A ação acontece simultaneamente nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina.

“O objetivo da operação é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra os investigados, além de interromper de forma imediata as atividades ilegais. As investigações apontam que a quadrilha atua com estrutura organizada, possuindo hierarquia operacional, articulação fora do estado e divisão clara de tarefas entre os integrantes”, informou o governo estadual.

De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha atuava por meio de um ciclo criminoso integrado, que se iniciava com a perfuração do duto, realizada sob proteção armada. O petróleo extraído era transportado em caminhões-tanque, por rotas interestaduais, caracterizando o transporte clandestino. O produto era então comercializado com o uso de notas fiscais falsas, emitidas por empresas de fachada.

A polícia afirma que há comprovação de intimidação de testemunhas, destruição de provas eletrônicas e ocultação de equipamentos que eram usados na prática ilegal.

As investigações apontam que o material foi extraído em uma fazenda localizada em Guapimirim, na Baixada Fluminense, onde passa um trecho do oleoduto. O local pertence a uma família de contraventores, o que, segundo os investigadores, evidencia a dificuldade de fiscalização na região.

Segundo a Polícia Civil, os investigados também respondem como réus em outros processos.

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