O investimento global em transição energética alcançou um novo recorde em 2025 de US$ 2,3 trilhões, alta de 8% em relação ao ano anterior, mostra relatório anual Energy Transition Investment Trends da BloombergNEF divulgado nesta quinta (29/1).
Pelo segundo ano consecutivo, o investimento em oferta de energia limpa superou os aportes em oferta de combustíveis fósseis, com a diferença se ampliando para US$ 102 bilhões, ante US$ 85 bilhões em 2024.
Enquanto o investimento em energia limpa – que inclui renováveis, nuclear, captura de carbono, hidrogênio, armazenamento de energia e redes elétricas – continuou a crescer, o investimento na oferta de combustíveis fósseis caiu pela primeira vez desde 2020, recuando US$ 9 bilhões em relação a 2024.
De acordo com a BNEF, essa queda foi impulsionada principalmente pela redução dos gastos com exploração e produção de petróleo e gás (-US$ 9 bilhões) e geração de energia fóssil (-US$ 14 bilhões), embora parcialmente compensada por investimentos mais elevados em gás e carvão.
Ainda assim, apesar de o investimento em transição energética estar em nível recorde, o ritmo de crescimento vem desacelerando gradualmente, de 27% em 2021 para 8% em 2025, pontua o relatório.
Impulso dos elétricos
Em um ano marcado por tensões geopolíticas e disrupções comerciais, os investimentos em tecnologias limpas e suas cadeias de suprimentos registraram aumento nos investimentos, com destaque para a eletrificação.
O transporte eletrificado representa a maior parcela do volume analisado, com US$ 893 bilhões destinados a veículos elétricos e ao desenvolvimento de infraestrutura de recarga, alta de 21% em relação a 2024.
Em seguida estão as energias renováveis, com US$ 690 bilhões, e os investimento em redes elétricas, que somaram US$ 419 bilhões.
O relatório mostra, no entanto, que apesar do crescimento no valor total, o investimento em energias renováveis caiu 9,5% na comparação anual, após introdução de incertezas por mudanças regulatórias no mercado de energia na China, o maior do mundo.
Já o hidrogênio e a energia nuclear mantiveram tendência observada no levantamento anterior de recuo na atração de capital, com US$ 7,3 bilhões e US$ 36 bilhões, respectivamente.
