Terras raras

Lula: Brasil não fará das terras raras e minerais críticos o que foi feito com minério de ferro

Presidente defende que empresas estrangeiras façam transformação dessas commodities no próprio Brasil

Lula durante assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, no Palácio do Planalto, em 4 de fevereiro de 2026 (Foto Fabio Rodrigues/Pozzebom-Agência Brasil)
Lula (PT) durante assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio, em 4 de fevereiro de 2026 (Foto Fabio Rodrigues/Pozzebom-Agência Brasil)

O presidente Lula (PT) disse que “o Brasil não vai fazer com as terras raras e minerais críticos aquilo que foi feito com o minério de ferro”.

Ele defendeu que empresas estrangeiras que quiserem explorar os minerais brasileiros terão de fazer a transformação dessas commodities em produtos com valor agregado no próprio Brasil.

“Já está avisado ao mundo: o Brasil não vai fazer das terras raras e mineiras críticos aquilo que foi feito com o minério de ferro. Vender minério de ferro e comprar produto acabado pagando seis vezes mais caro. Não, agora a parceria tem de ser feita para que a transformação seja aqui no Brasil”, declarou o presidente.

“Já levaram toda nossa prata, nosso ouro, nosso diamante, nosso minério de ferro. O que mais querem levar? Quando vamos aprender que Deus deu essas riquezas para nós? E nós ficamos dando para os outros”, completou.

Lula disse que “nós que temos minerais críticos e terras raras precisamos tirar proveito para que a gente possa fazer disso uma forma de enriquecimento, conhecimento para que nosso povo possa viver melhor”.

A declaração foi dada ao lado do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, nesta segunda-feira (9/3). O presidente sul-africano realiza visita de Estado nesta segunda.

Foi recebido por Lula no Palácio do Planalto pela manhã e seguirá para um almoço no Itamaraty. Depois, ainda terá agendas no Congresso Nacional e no Supremo Tribunal Federal (STF).

O presidente brasileiro afirmou, ainda, ao lado de Ramaphosa, que os Brasil e África do Sul compartilham “luta por uma ordem global mais representativa, baseada no direito internacional e no multilateralismo”.

Por Gabriel Hirabahasi

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