Bacia de Santos

ANP: Petrobras precisa resolver pendências para início da operação do FPSO P-79

Auditoria da agência listou 46 condicionantes para Petrobras iniciar operação da unidade no campo de Búzios

FPSO P-79, oitava plataforma das 12 previstas para a produção no campo de Búzios (Foto Ricardo Cerbino Salles/Agência Petrobras)
FPSO P-79, oitava plataforma das 12 previstas para o campo de Búzios (Foto Ricardo Cerbino Salles/Agência Petrobras)

A Superintendência de Segurança Operacional da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) identificou 46 pendências que impedem o início das operações do FPSO P-79, da Petrobras, que no início do mês chegou ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.

Assim, a unidade não poderá iniciar as operações até que a companhia receba o aval da agência. As pendências são relacionadas ao comissionamento e start-up (1° óleo) da P-79.

A ação de fiscalização para verificar a conformidade do Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional (SGSO) foi realizada no fim de outubro do ano passado.

Em novembro, a Petrobras foi comunicada sobre as condicionantes que deveriam ser atendidas para o início da operação. De lá para cá, a estatal saneou seis, restam 40.

Em nota à agência eixos (veja a íntegra no final da matéria), a Petrobras afirma que o número de condicionantes é compatível com o histórico de projetos semelhantes da empresa e “está sendo diligenciado para viabilizar a entrada em operação segura da unidade”.

As pendências vão desde informações sobre disponibilidade das barreiras relacionadas aos cenários de risco da unidade; treinamento das equipes nos procedimentos de segurança operacional até comissionamento e teste do sistema de detecção de fogo e gás da unidade.

A empresa afirma que “a entrada em operação de qualquer unidade somente ocorre após o cumprimento integral de todas as etapas regulatórias, em linha com seus compromissos com a integridade das pessoas e a proteção do meio ambiente“.

A P-79 tem capacidade de produção de 180 mil barris de óleo, além de comprimir 7,2 milhões de m³ de gás diários.

A unidade integra o projeto de Desenvolvimento da Produção de Búzios 8, que conta com 14 poços, sendo 8 produtores e 6 injetores WAG (tecnologia de injeção alternada de óleo e gás).

O início de produção da plataforma está previsto para agosto de 2026 e a previsão é que a unidade aumentará em cerca de 15,6% a atual capacidade de produção instalada do campo de Búzios, para aproximadamente 1,3 milhão de barris/dia.

A P-79 deixou a Coreia do Sul em novembro, onde foi construído o casco e também realizada a integração e comissionamento dos módulos de topside, construídos na China, Brasil, Coreia do Sul e Indonésia.

Após a chegada ao campo de Búzios, as próximas etapas consistem na ancoragem da unidade e a interligação com os poços produtores.

Em outubro de 2025, Búzios ultrapassou a marca de 1 milhão de barris de petróleo produzidos por dia, e passou a ser o maior campo em produção em águas ultraprofundas da Petrobras.


Veja a íntegra da manifestação da empresa sobre o caso:

O processo de fiscalização pré-operacional conduzido pela Superintendência de Segurança Operacional da ANP é uma etapa rotineira do fluxo regulatório e tem como objetivo verificar a conformidade das novas unidades ao Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional (SGSO), requisito para a autorização de início de operação.

É importante destacar que o processo de aprovação do SGSO é inerente à autorização das unidades de E&P para a partida de operação. Assim, o atendimento às condicionantes técnicas faz parte do fluxo formal necessário para a liberação da produção, em conformidade com as exigências regulatórias e de segurança operacional aplicáveis.

Nesse contexto, o FPSO P 79 foi objeto de fiscalização em 2025, sendo 21ª unidade operando para a Petrobras auditada neste modelo, onde resultaram 46 condicionantes. Esse quantitativo é compatível com o histórico de projetos semelhantes da Petrobras e está sendo diligenciado para viabilizar a entrada em operação segura da unidade.

A Petrobras reforça que a segurança operacional é um pilar da companhia, e que a entrada em operação de qualquer unidade somente ocorre após o cumprimento integral de todas as etapas regulatórias, em linha com seus compromissos com a integridade das pessoas e a proteção do meio ambiente.

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