A Superintendência de Segurança Operacional da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) identificou 46 pendências que impedem o início das operações do FPSO P-79, da Petrobras, que no início do mês chegou ao campo de Búzios, no pré-sal da Bacia de Santos.
Assim, a unidade não poderá iniciar as operações até que a companhia receba o aval da agência. As pendências são relacionadas ao comissionamento e start-up (1° óleo) da P-79.
A ação de fiscalização para verificar a conformidade do Sistema de Gerenciamento de Segurança Operacional (SGSO) foi realizada no fim de outubro do ano passado.
Em novembro, a Petrobras foi comunicada sobre as condicionantes que deveriam ser atendidas para o início da operação. De lá para cá, a estatal saneou seis, restam 40.
As pendências vão desde informações sobre disponibilidade das barreiras relacionadas aos cenários de risco da unidade; treinamento das equipes nos procedimentos de segurança operacional até comissionamento e teste do sistema de detecção de fogo e gás da unidade.
A agência eixos procurou a Petrobras para se manifestar sobre o caso, mas não recebeu resposta até o fechamento desta matéria.
A P-79 tem capacidade de produção de 180 mil barris de óleo, além de comprimir 7,2 milhões de m³ de gás diários.
A unidade integra o projeto de Desenvolvimento da Produção de Búzios 8, que conta com 14 poços, sendo 8 produtores e 6 injetores WAG (tecnologia de injeção alternada de óleo e gás).
O início de produção da plataforma está previsto para agosto de 2026 e a previsão é que a unidade aumentará em cerca de 15,6% a atual capacidade de produção instalada do campo de Búzios, para aproximadamente 1,3 milhão de barris/dia.
A P-79 deixou a Coreia do Sul em novembro, onde foi construído o casco e também realizada a integração e comissionamento dos módulos de topside, construídos na China, Brasil, Coreia do Sul e Indonésia.
Após a chegada ao campo de Búzios, as próximas etapas consistem na ancoragem da unidade e a interligação com os poços produtores.
Em outubro de 2025, Búzios ultrapassou a marca de 1 milhão de barris de petróleo produzidos por dia, e passou a ser o maior campo em produção em águas ultraprofundas da Petrobras.
