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Preço do diesel sob pressão 

Alta do barril amplia defasagem do diesel

Preço do diesel sob pressão 

NESTA EDIÇÃO. Cresce a diferença entre o preço do diesel no Brasil e no mercado internacional. 
 
África e Ásia ultrapassam América do Sul e vão concentrar grandes perfurações exploratórias em 2026. 
 
Investimento em energia limpa supera combustíveis fósseis pela segunda vez em 2025.
 
Brasil e Panamá firmam acordo para corredor marítimo verde.


EDIÇÃO APRESENTADA POR:

Com o novo repique no preço internacional do barril de petróleo na quinta (29), o preço do diesel vendido no Brasil às distribuidoras ampliou a defasagem em relação ao mercado externo. 

  • Segundo cálculos da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom), a média do litro do diesel nos principais polos brasileiros está R$ 0,49 abaixo dos preços internacionais
  • Se considerados apenas os pontos de venda da Petrobras, a diferença é de R$ 0,50, o que equivale a 15% de diferença em relação às cotações globais. 

A defasagem vem sendo registrada há semanas e tem gerado no mercado uma expectativa de reajuste nos preços da Petrobras. 

  • A estatal aplicou uma redução na gasolina na terça (27), mas optou por manter o preço do diesel inalterado.  

A Petrobras afirma que evita repassar volatilidades externas aos preços internos. No entanto, desde o último reajuste do diesel — em maio do ano passado — houve importantes alterações no mercado global, assim como no câmbio.  

  • O ambiente de sobreoferta levou a cotação do petróleo a uma trajetória de queda desde 2025. 
  • Mas os preços têm sofrido variações, com forte influência dos movimentos geopolíticos, em meio ao ambiente de tensão em importantes produtores globais nas últimas semanas. 
  • Na quinta (29), o Brent encerrou o dia em alta de 3,29%, a US$ 69,59 o barril, reagindo ao aumento das pressões dos europeus e dos Estados Unidos contra o Irã.
  • O presidente dos EUA Donald Trump ameaçou o Irã com uma resposta militar, caso as negociações por um acordo nuclear fracassem.

Vale lembrar que o preço do barril e o câmbio não são as únicas métricas levadas em consideração pela Petrobras ao reajustar os combustíveis. Fatores como a competitividade e o market share também pesam na decisão. 

E qualquer mudança no combustível vai ter impactos no bolso do consumidor, que está atento à inflação no ano eleitoral

  • Variações no diesel tendem a ter um “efeito cascata” na economia brasileira, por causa da alta dependência do transporte rodoviário para a movimentação de bens pelo país.  

Segundo a ValeCard, o preço do diesel nos postos brasileiros já teve uma alta de 0,56% entre dezembro e janeiro deste ano. O maior aumento ocorreu no Nordeste

  • O levantamento considera transações realizadas entre 1º e 26 de janeiro em 25 mil postos credenciados em todo o país.
  • É um reflexo do aumento do imposto estadual. As novas alíquotas de ICMS entraram em vigor em 1º de janeiro.


Exploração global. A África é a região com o maior número de grandes perfurações exploratórias previstas para 2026, com 17 das 42 campanhas previstas no mundo este ano, segundo a consultoria Rystad Energy. A análise aponta uma forte concentração na exploração de novas fronteiras e em águas ultraprofundas no mundo este ano.

  • O protagonismo africano é impulsionado principalmente pela Margem Atlântica, com foco na Bacia de Orange, no sul da África, e no Golfo da Guiné, na África Ocidental. 

Preço do gás. Após a redução de 7,8% do preço da molécula do gás natural pela Petrobras, anunciado na terça (27), a Naturgy informou aos seus clientes que a partir de 1º de fevereiro seus preços também terão queda, com destaque para indústrias e gás natural veicular (GNV).

  • A redução para os clientes localizados na Região Metropolitana do Rio (Ceg) será em média de 4,44% para os segmentos residencial; 4,61% para o comercial; 12,50% para postos de GNV e de 11,63% para as indústrias. 

GNL. A Edge recebeu autorização da ANP para operar a instalação de acondicionamento de gás natural liquefeito (GNL) de seu projeto de distribuição de GNL em pequena escala a partir do Terminal de Regaseificação de São Paulo (TRSP), no Porto de Santos, em São Paulo.

  • É um modelo inédito no Brasil, no qual as cargas de GNL sairão do FSRU em barcaças com caminhões-tanques, responsáveis pelo transbordo até o continente.
  • A instalação consiste numa balsa com capacidade para dez carretas de GNL (cada uma com capacidade de 58 m³) e que operará atracada ao FSRU (navio regaseificador) do TRSP.

Votação do Gás do Povo. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos/PB), incluiu na pauta de votações da próxima segunda-feira (2) a Medida Provisória que viabiliza o programa Gás do Povo, iniciativa do governo federal de distribuição gratuita de botijões de gás de cozinha para 15 milhões de pessoas.

Contratos de térmicas. O presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo, determinou a realização de diligência junto à Aneel para a possível solução consensual relacionada aos contratos de quatro usinas termelétricas da Eneva.

  • O órgão regulador terá 15 dias para responder. 

Medidores inteligentes. O MME determinou que as distribuidoras deverão garantir a instalação adicional de sistemas de medição inteligentes em, no mínimo, 2% ao ano das unidades consumidoras num prazo de até 24 meses, a partir de março de 2026.

  • A expectativa da pasta é que a iniciativa viabilize, nesse período inicial, a implantação de 3,6 milhões de sistemas de medição inteligentes em todo o país. 

Investimento na transição energética. O investimento global em transição energética alcançou um novo recorde em 2025 de US$ 2,3 trilhões, alta de 8% em relação ao ano anterior, mostra relatório anual Energy Transition Investment Trends da BloombergNEF.

  • Pelo segundo ano consecutivo, o investimento em oferta de energia limpa superou os aportes em oferta de combustíveis fósseis, com a diferença se ampliando para US$ 102 bilhões, ante US$ 85 bilhões em 2024. 

Auditoria dos CBIOs. As métricas utilizadas pelo governo brasileiro para certificar a produção de biocombustíveis no RenovaBio são insuficientes para medir a contribuição da política setorial em relação aos compromissos do Acordo de Paris, concluiu na quarta (28) o Tribunal de Contas da União (TCU).

  • Outra questão apontada pela auditoria no mercado de CBIOs, que em 2024 movimentou quase R$ 3,2 bilhões, são os preços instáveis e falta de regras claras para a atuação do governo, o que pode gerar insegurança e até processos judiciais. 

Novo corredor marítimo verde. A missão oficial do governo federal ao Panamá encerrou com um acordo que prevê estudos para a criação de um corredor verde entre o Brasil e o Canal do Panamá, rota que movimenta uma média de 5,8 milhões de toneladas de cargas por ano.

  • O documento assinado entre os dois países estabelece quatro pilares de cooperação: aumento da competitividade via novas rotas, descarbonização, modernização tecnológica (com uso de inteligência artificial e big data) e capacitação profissional.

Opinião: A energia não direcionada para o sistema de transmissão pode ser utilizada para minerar criptomoedas, uma atividade com carga flexível, interruptível e altamente sensível ao preço da energia, escreve a sócia da área de energia do Cescon Barrieu, Ana Carolina Katlauskas Calil.

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