O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin (PSB), disse nesta segunda-feira (9/3) que o governo brasileiro está pronto para apoiar uma proposta de cooperação industrial com a África do Sul.
Ele mencionou energia e minerais críticos como oportunidades.
“O governo brasileiro está pronto para apoiar uma proposta que contém financiamento e cooperação industrial. Energia e minerais críticos, transições aceleradas nas áreas digital e energética oferecem um leque abrangente de oportunidades”, discursou na abertura do Fórum Empresarial Brasil–África do Sul, em Brasília (DF).
O vice-presidente defendeu a ampliação do comércio bilateral e integração de cadeias produtivas em setores estratégicos.
Alckmin listou empresas brasileiras como Petrobras, JBS, BRF, Tramontina, Marcopolo, WEG e Embraer que já investem na África do Sul.
Enquanto o capital sul-africano contribui em setores como mineração, infraestrutura, transporte e fábricas no Brasil.
Mas apontou que o fluxo está abaixo do potencial.
“Nosso intercâmbio comercial ainda é relativamente modesto, mas já no ano passado aumentamos 11,6% a corrente de comércio, comparado a 2024. Poderemos avançar ainda mais revisando o acordo de comércio preferencial entre o Mercosul e a União Aduaneira da África Austral”, discursou Alckmin.
“Menos de 10% do nosso comércio é beneficiado pelas preferências tarifárias do acordo. Queremos ampliar as linhas tarifárias”, completou.
Pela manhã, o presidente Lula (PT) recebeu o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, em encontro bilateral no Palácio do Planalto.
As duas nações do Brics mantêm relação bilateral com status de Parceria Estratégica desde 2010.
De acordo com o MDIC, o fluxo comercial entre os dois mercados alcançou US$ 2,3 bilhões em 2025.
Os principais produtos brasileiros exportados foram carnes de aves e suas miudezas (16,2%), açúcares e melaços (8,3%) e veículos rodoviários (6,9%).
Já as importações brasileiras foram lideradas por prata, platina e outros minerais do grupo da platina (53,9%).
