BRASÍLIA — A Eneva concluiu em dezembro as primeiras operações de importação de gás natural da Argentina, confirmou a companha na terça (6/1). A aquisição do energético argentino ocorre após a realização, em outubro, da primeira importação de gás da Bolívia.
Com essas operações, a Eneva vai aumentar a oferta para clientes industriais e fortalecer a atuação da mesa de gás, que atende diferentes regiões do país conectadas à malha de transporte.
A diversificação de supridores fazem parte da estratégia da Eneva de se posicionar entre os principais players na integração energética sul-americana.
“Ao diversificar as fontes de suprimento, contribuímos para a construção de um mercado brasileiro de gás mais competitivo, seguro e resiliente”, disse Glauco Campos, gerente-geral de Originação e Comercialização da Eneva.
A companhia obteve, em maio de 2025, autorização da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para importar até 3 milhões de m³/dia da Argentina e da Bolívia.
Em março, a Eneva fechou um acordo com a Pampa Energía para a importação da Argentina via Bolívia. A Pampa entrou com pedido de autorização junto ao governo argentino para exportar até 1 milhão de m³/dia para a Eneva até maio de 2027.
O aval prevê a entrega em Corumbá (MS), Cáceres (MT) e Uruguaiana (RS), por meio de gasodutos:
- Corumbá é a porta de entrada do Gasoduto Bolívia-Brasil (Gasbol), da TBG.
- Em Cárceres, entra o Lateral Cuiabá, da GasOcidente, um ramal isolado entre Bolívia e o Mato Grosso.
- Uruguaiana é a conexão existente com a Argentina, da TSB (Sulbrasileira de Gás), mas apenas na fronteira, sem conexão com a rede nacional.
As operações com gás da Argentina no Brasil:
- A MTX Comercializadora de Gás Natural, subsidiária da Matrix Energy, trouxe a primeira carga de gás natural argentino ao Brasil, negociada com a TotalEnergies e transportada pela infraestrutura boliviana, com o objetivo de “atestar a viabilidade técnica da rota logística”.
- A Edge, do grupo Compass, realizou a operação com uma carga da Tecpetrol oriunda da Bacia Noroeste.
- A MGás, joint venture entre o grupo J&F e a Inner Grow, mira o gás argentino como uma fonte de suprimento importante para as termelétricas do grupo.
- A Gas Bridge é o braço de comercialização da Pluspetrol no Brasil, e tem autorização do governo argentino para exportar até 2 milhões de m³/dia ao Brasil até o fim de 2027.
