PDE 2035

Brasil dobra projeção de demanda por baterias até 2035

Demanda deve acelerar, principalmente, após primeiro leilão de baterias do país, previsto para abril de 2026

Módulos de grande porte do primeiro projeto de armazenamento de energia em baterias em larga escala no sistema de transmissão brasileiro, operado pela ISA Energia Brasil (Foto Divulgação)
Em Registro (SP), ISA Energia Brasil opera o primeiro projeto de armazenamento de energia em baterias em larga escala no sistema de transmissão brasileiro (Foto Divulgação)

O sistema elétrico brasileiro deve demandar mais de 6 gigawatts (GW) de baterias até 2035, estimam o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035).

Junto ao Plano Nacional de Energia (PNE 2055), o documento orienta tecnicamente decisões de planejamento estratégico. Os dois planos tiveram as consultas públicas abertas na quinta-feira (12/2).

A projeção da demanda por baterias é mais que o dobro do projetado no PDE 2034, quando a EPE estimou 2,8 GW. Na época, o documento avaliava que as baterias ainda estavam longe de serem economicamente atrativas e que a entrada no mercado seria marginal.

Mas a perspectiva do primeiro leilão de baterias do país, previsto para abril de 2026, mudou o cenário e agora a expectativa de uma demanda mais acelerada.

As regras propostas para a contratação seguem o modelo do leilão de reserva de capacidade, com entrega dos empreendimentos em agosto de 2028, sob contratos de dez anos de duração.

O certame é aguardado pelo setor de data centers, que considera que o leilão pode ser um avanço para viabilizar o uso de fontes renováveis intermitentes na operação dessas instalações, que demandam fornecimento de energia firme e estável. 

O PDE 2035, aponta, ainda, a influência de uma possível redução expressiva dos custos de tecnologias de armazenamento no aumento da utilização de baterias.

Já no PNE 2055, a projeção é que o armazenamento tenha um papel fundamental para gerenciar excedentes de energia renovável e atender as necessidades de potência e flexibilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), demandando baterias e usinas reversíveis.

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