O sistema elétrico brasileiro deve demandar mais de 6 gigawatts (GW) de baterias até 2035, estimam o Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), no Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2035).
Junto ao Plano Nacional de Energia (PNE 2055), o documento orienta tecnicamente decisões de planejamento estratégico. Os dois planos tiveram as consultas públicas abertas na quinta-feira (12/2).
A projeção da demanda por baterias é mais que o dobro do projetado no PDE 2034, quando a EPE estimou 2,8 GW. Na época, o documento avaliava que as baterias ainda estavam longe de serem economicamente atrativas e que a entrada no mercado seria marginal.
Mas a perspectiva do primeiro leilão de baterias do país, previsto para abril de 2026, mudou o cenário e agora a expectativa de uma demanda mais acelerada.
As regras propostas para a contratação seguem o modelo do leilão de reserva de capacidade, com entrega dos empreendimentos em agosto de 2028, sob contratos de dez anos de duração.
O certame é aguardado pelo setor de data centers, que considera que o leilão pode ser um avanço para viabilizar o uso de fontes renováveis intermitentes na operação dessas instalações, que demandam fornecimento de energia firme e estável.
O PDE 2035, aponta, ainda, a influência de uma possível redução expressiva dos custos de tecnologias de armazenamento no aumento da utilização de baterias.
Já no PNE 2055, a projeção é que o armazenamento tenha um papel fundamental para gerenciar excedentes de energia renovável e atender as necessidades de potência e flexibilidade do Sistema Interligado Nacional (SIN), demandando baterias e usinas reversíveis.
