Invasão da Venezuela

Venezuela tem enorme potencial de produção de gás, mas nunca priorizou, afirma professor da PUC Rio

Edmar de Almeida considera que, para a entrada de investimentos em gás, país precisa modificar o arcabouço regulatório

A Venezuela tem um enorme potencial de produção de gás, mas o país nunca priorizou sua exploração, disse o professor e pesquisador do Instituto de Energia da PUC Rio, Edmar de Almeida, durante entrevista ao estúdio eixos, nesta segunda-feira (5/1).

Confira a entrevista na íntegra.

Segundo Almeida, o país sempre concentrou o investimento em petróleo e não dispõe de recursos para desenvolver reservas de gás natural e construir infraestrutura de dutos. O gás utilizado é somente o associado, necessário para a recuperação de petróleo, e, por isso, precisa importar da Colômbia.

Para produzir gás, Almeida sugere que é necessário um novo arcabouço regulatório para atrair investimentos. Entretanto, o professor considera que esta seja uma iniciativa da terceira onda do desenvolvimento da produção.

“A prioridade seria revitalizar campos; já uma segunda prioridade seria abrir campos novos, ou áreas, porque os campos já estão descobertos. Áreas novas para novos investimentos, e aí você precisa dar segurança, porque aí nós estamos falando de coisas de muito capital intensivo, que é furar poços, colocar centrais de processamento desse óleo, construção de pipelines, coisas muito caras, muito capital intensivo”, disse Almeida.

“Para atrair empresas a fazerem esse investimento é preciso ter um arcabouço regulatório, uma segurança jurídica, que eu não enxergo nesse momento, acho muito difícil”, completou.

Outros pontos tratados por Edmar de Almeida

  • Venezuela pode concorrer com Brasil na disputa por investimento estrangeiro no setor de petróleo;
  • Tendência de excesso de oferta de petróleo;
  • Falta de interesse da Opep+ em reduzir a produção;
  • Dependência dos investimentos brasileiros da Petrobras reduz vulnerabilidade a capitais externos;
  • Possível formato de acordo do governo venezuelano com petroleiras estadunidenses;
  • Necessidade de investimento para desenvolvimento do petróleo venezuelano;
  • Mudança no arcabouço regulatório do petróleo da Venezuela.

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