A eletrificação total do agronegócio brasileiro é uma tendência para 2026, com a maior chegada das baterias ao país, além de intensificação da adoção da eletromobilidade.
O diretor comercial e de Tecnologia da Informação da Tereos, Gustavo Segantini, aponta um movimento crescente de integração de fontes renováveis nas operações agrícolas e industriais, incluindo soluções de bioeletricidade, biogás e biometano.
A companhia produz alimentos e energia a partir das matérias-primas agrícolas, como cana-de-açúcar e beterraba.
Outra tendência é a inserção da eletromobilidade em frotas e equipamentos agrícolas, além do fortalecimento do mercado de certificados e créditos de energia renovável.
“A digitalização e o uso de tecnologias de monitoramento energético devem evoluir, permitindo uma gestão mais inteligente do consumo e da geração de energia. Nesse cenário, o agronegócio se posiciona como protagonista da transição energética, unindo sustentabilidade ambiental e competitividade econômica”, diz Segantini.
O movimento está na mira dos fornecedores. Além do monitoramento, a demanda por gestão energética avançada inclui também o controle de consumo e soluções flexíveis que acompanhem a sazonalidade das safras, de acordo com o diretor de Novos Negócios da Tecnogera, Jorge Moreno.
A companhia oferece ainda a possibilidade de uso de baterias reutilizadas em alguns equipamentos, como sistemas híbridos.
O crescimento da produção com o uso de equipamentos tecnológicos demanda energia de qualidade, confiável e com baixo custo de operação, destaca o diretor de Negócios Solar, Bess & Building da WEG, Harry Schmelzer Neto.
“A empresa vê um crescimento exponencial no setor, não só em energia solar, mas em toda cadeia de eletrificação. Isso inclui sistemas híbridos com baterias, automação inteligente, conversão de energia mais eficiente e soluções que garantem que a fazenda nunca fique sem energia”, afirmou
Cogeração
A Tereos tem eletrificado sua produção com a inserção de sistemas de cogeração na indústria.
A companhia transforma o bagaço da cana-de-açúcar em bioeletricidade, utilizando a biomassa como combustível em caldeiras para produzir vapor e eletricidade.
“Essa energia abastece integralmente as operações industriais no Brasil, reduzindo a dependência de fontes fósseis e, em alguns casos, permitindo a comercialização do excedente”, disse Segantini.
A Tereos aproveita também resíduos industriais, como a vinhaça, para a produção de biogás e biometano.
Segundo a companhia, essas ações contribuem com o objetivo da empresa de atingir o net zero até 2050.
Atualmente, a empresa tem a certificação internacional International Renewable Energy Certificate (I-REC), que atesta o consumo de energia renovável e garante a rastreabilidade da fonte.
