Retomada do Legislativo

Marco legal dos minerais críticos será prioridade em 2026, diz relator

Deputado Arnaldo Jardim diz que presidente da Câmara garantiu prioridade ao tema, que tramita em regime de urgência

Arnaldo Jardim fala, à tribuna, durante sessão para discussão e votação de propostas, em 11/9/2024 (Foto Mário Agra/Câmara dos Deputados)
Arnaldo Jardim fala, à tribuna, durante sessão para discussão e votação de propostas | Foto Mário Agra/Câmara dos Deputados

O deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania/SP), relator do projeto de lei 2780/2024, que institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), disse nesta segunda (2/2)) que sua aprovação é uma das prioridades na retomada das atividades do Legislativo em 2026.

Jardim se reuniu com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Rep./PB), no domingo, e diz ter recebido de Motta a garantia de que o tema será prioritário nas discussões da Casa.

“Ele me chamou para falarmos de um projeto estratégico para o Brasil, que estará na pauta de discussões que o presidente da República fará agora, na viagem à Índia, e no encontro que vai ter com Donald Trump e outros líderes mundiais, que é a questão das terras raras e minerais críticos e estratégicos”, disse Jardim em entrevista à TV Câmara sobre a abertura dos trabalhos do Congresso Nacional.

A matéria que tramita na Câmara já teve o regime de urgência aprovado e, segundo o relator, está com o parecer bem encaminhado.

“Nós vamos dar prioridade a isso para que o Brasil, tendo regras claras, possa ser não só alguém que tem riqueza, mas alguém que explora as riquezas. Mais do que vender o mineral para fora, que possamos usá-lo aqui, beneficiá-lo, transformá-lo, gerando emprego e renda”, frisou o relator.

Reunião com frentes dos biocombustíveis

Jardim informou, ainda, que reunirá as frentes que relacionadas à indústria de biocombustíveis para tratar dos compromissos assumidos por países durante a COP30.

O deputado se reuniu nesta segunda com o presidente da conferência, André Corrêa do Lago, e pretende discutir os planos de ação com as demais frentes na quarta-feira (4/2).

Dentre os acordos firmados em Belém está o pacto de quadruplicar a produção e uso de combustíveis sustentáveis na próxima década. O compromisso abrange biodiesel, bioetanol, biogás, SAF e hidrogênio verde.

 A Agência Internacional de Energia (AIE) dispôs-se a assumir o papel de monitorar anualmente o progresso do compromisso, que foi baseado em análise da AIE.

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