O presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás), Sérgio Bandeira de Mello, teceu elogios nesta terça (27) ao modelo desenvolvido pelo Caixa para viabilizar os repasses do Gás do Povo, programa de recargas gratuitas de botijões de gás liquefeito de petróleo (GLP) para famílias de baixa renda.
O executivo aponta engajamento das distribuidoras e espera que a expansão para a terceira e última fase do cronograma ocorra com tranquilidade.
“Nós estávamos lutando por um modelo que fosse pelo menos para o recebimento em sete dias. A Caixa conseguiu desenvolver um sistema que paga em dois dias e sem taxas. À medida que as revendas foram vendo o bom funcionamento do programa, teve um aumento de engajamento”, disse Bandeira de Mello em evento promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e Ultragaz em Samambaia, região administrativa do Distrito Federal.
A iniciativa pretende beneficiar 15,5 milhões de famílias brasileiras com renda per capita de até meio salário-mínimo, garantindo carga 100% gratuita do botijão de 13 kg, retirada diretamente em revendas credenciadas.
A ampliação do número de beneficiados pelo programa Gás do Povo e o atual andamento tanto do cronograma quanto do sistema de pagamento aos revendedores tem deixado o mercado de GLP otimista.
A continuidade do programa social que substituiu o Vale-Gás, contudo, depende da aprovação da Medida Provisória 1313, enviada pelo governo em setembro e que perde a validade no dia 11 de fevereiro.
Também nesta terça, o secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME, Renato Dutra, disse acreditar na aprovação pelo Congresso, sem prejuízos para a continuidade do cronograma, já na vigência da nova lei.
Questionado se “jabutis” ou matérias distintas do contexto original da MP preocupam quanto aos prazos para discutir a medida, Dutra afirmou que o MME vem monitorando junto ao Congresso e espera que o cerne do texto, focado no apelo social da política pública, seja mantido e aprovado.
O Gás do Povo teve início no dia 24 de novembro, atendendo a dez capitais inicialmente. Nesta segunda-feira (26/1) o programa passou a valer para todas as 27 capitais, abrangendo 2 milhões de famílias nas duas fases.
Ampliar o benefício para todo o país depende, necessariamente, da aprovação da MP, pois o calendário prevê o atendimento a todos os municípios a partir do início de março.
À época da formatação do programa, uma das preocupações era a adesão das revendas ao novo programa do governo. Até o momento, cerca de 2.900 revendas se cadastraram no programa.
Fontes consultadas pela eixos observam que o universo de lojas que atendem ao programa é potencialmente maior, já que um empresário dono de várias revendas de gás pode fazer apenas um cadastro para comercializar botijões pelo programa em todas as unidades que possui.
Pelas regras da política social, todas as revendas cadastradas deverão apresentar a indicação visual do Gás do Povo nos pontos de revenda e veículos. Também deverá ser incluído no botijão o material impresso do programa. Caso a unidade possua mídias digitais, a informação deve constar de forma clara em sites e redes sociais.
