Mercado de gás

Decisão do CNPE amplia percepção de risco, diz Abegás

Decisão do CNPE amplia percepção de risco, diz Abegás

As diretrizes aprovadas pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) para o Novo Mercado de Gás ampliam a percepção de risco  no investimento no setor de distribuição de gás canalizado e geram preocupação na Abegás, associação que representa as distribuidoras de gás natural. Em nota divulgada à imprensa, o presidente da entidade, Augusto Salomon, diz que a  ausência de segurança jurídica e de pleno respeito aos contratos vigentes limita a capacidade de investimento das distribuidoras. 

“Vale esclarecer que a distribuição de gás canalizado é um serviço público em que a exclusividade existe por razões econômicas, uma vez que o monopólio da distribuição é natural, ou seja, funciona mediante contratos de concessão. É completamente diferente, portanto, do monopólio exercido pela Petrobras”, afirma a nota. 

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Ontem, o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou resolução do Novo Mercado de Gás, programa coordenado pelo Ministério de Minas e Energia (MME). As diretrizes, na visão do governo, vão promover a abertura do setor de gás natural e “quebra dos monopólios” da Petrobras. 

Entre as medidas antecipadas pelo MME, está a recomendação do CNPE para que o governo federal “incentive” os governos estaduais que aderirem ao novo mercado de gás, abrindo mão do monopólio na distribuição do energético.

“É uma quebra de dois monopólios, na produção e na distribuição. É isso que deve reduzir o custo [do gás natural]”, afirmou Paulo Guedes, citando a possibilidade “otimista” de redução no custo da energia em 40%.

Salomon ressalta que o ressarcimento dos investimentos já realizados pelas distribuidoras estaduais, por intermédio da liberação de recursos pelo “Plano Mansueto” — o Programa de Fortalecimento dos Estados (PFE) —, não prevê a vigência dos contratos de concessão e a sua aprovação ainda depende de tramitação no Congresso. E diz que o mercado livre no setor de gás natural só será viável com mais agentes comercializando o energético de forma competitiva. 

“A Abegás reforça que apoia a figura do mercado livre desde que os contratos de concessão sejam respeitados e a remuneração dos serviços de movimentação de gás para o atendimento aos consumidores livres tenha respeitada a sua devida remuneração para que, desse modo, sejam garantidas a expansão e a universalização dos serviços locais de gás canalizado”, diz. 

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