Os contratos futuros de petróleo fecharam perto da estabilidade nesta quarta-feira (4/3), com tráfego pelo Estreito de Ormuz como o grande tema para o setor, com as medidas anunciadas na terça-feira (3/3), pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, colaborando para amenizar os temores pelos efeitos do fechamento da rota pela qual passam cerca de 20% dos hidrocarbonetos do mundo.
O tema ofuscou uma alta acima do esperado nos estoques semanais de barris nos EUA.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para maio fechou estável, a US$ 81,40 o barril.
Já o petróleo WTI para abril fechou em alta de 0,13% (US$ 0,10), a US$ 74,66 o barril, revertendo queda vista mais cedo. Ele é negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).
A Capital Economics aponta que, na ausência de uma minimizada da escalada militar, não há solução rápida para a questão do Estreito.
O anúncio de que os EUA poderiam fornecer seguros e garantias para empresas de navegação, e que as forças armadas americanas poderiam começar a escoltar petroleiros e navios-tanque de gás pelo Golfo Pérsico “se necessário”, parecem oferecer uma solução, avalia.
“Faltam detalhes, mas o anúncio evoca memórias das operações militares americanas de 1987-88 para proteger a navegação na região durante a guerra Irã-Iraque”, aponta.
A Maersk informou que suspendeu a aceitação de reservas de carga para sete países do Oriente Médio.
Já o navio porta-contêineres Safeen Prestige, de bandeira maltesa, foi danificado por um projétil enquanto navegava em direção à entrada do Estreito, levando a tripulação a abandonar a embarcação, segundo a Reuters.
A Fitch avalia que o fechamento efetivo do Estreito deve ser temporário e ter impacto limitado sobre os preços.
A agência afirma que a importância econômica da rota e o atual excesso de oferta no mercado global de petróleo tendem a conter uma escalada mais forte das cotações.
A Fitch diz não esperar alta significativa em relação à sua projeção de preço médio do Brent de US$ 63 por barril em 2026, estimada em dezembro do ano passado.
Autoridades do Catar rejeitaram a afirmação do Irã de que ataques recentes de mísseis tinham como alvo apenas interesses americanos e não o território do país.
A alegação é de que claramente atingiram áreas civis, incluindo zonas industriais com instalações de produção de gás natural liquefeito (GNL).
Por Matheus Andrade