O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira (19/1), com o mercado digerindo mais tensões geopolíticas no Oriente Médio e novas tarifas dos EUA para a União Europeia, em meio à disputa sobre a Groenlândia.
Os contratos futuros da commodity também sofreram com a liquidez reduzida das negociações devido a feriado nos EUA, que mantém os mercados fechados no país.
O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em queda de 0,3% (US$ 0,19), a US$ 63,94 o barril, enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), operava em alta de 0,07%, a US$ 59,38 o barril, por volta das 15h28 (de Brasília).
Ao longo do fim de semana e desta segunda-feira, diversos líderes europeus reafirmaram a importância da segurança do Ártico e da Groenlândia, além de rechaçar as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a diversos países do continente no último sábado (17/1).
O chanceler alemão, Friedrich Merz, afirmou hoje que a UE pode reagir às “tarifas irracionais dos Estados Unidos”.
As taxas adicionais podem pesar sobre as expectativas de crescimento global e reduzir a confiança na perspectiva de demanda por petróleo bruto, diz Christopher Tahir, da Exness.
Enquanto isso, o alívio dos temores de oferta de curto prazo do Irã ajudou a derrubar os preços, após relatos de que as ações dos EUA na região foram suspensas, acrescenta Tahir.
Ainda assim, segundo o Jerusalem Post, as Forças Armadas americanas continuam a reforçar presença no Oriente Médio em meio à possibilidade de Trump ordenar um ataque contra o Teerã, com mais de 12 caças F-15 chegando à Jordânia nas últimas 24 horas.
No radar, Israel lançou uma ofensiva de grande escala em Hebron, no sul da Cisjordânia. A ação visa “frustrar a infraestrutura terrorista” e confiscar armas na área de Jebel Johar. O exército alertou que a operação continuará por “vários dias”.
Por Thais Porsch, com informações da Dow Jones Newswires.
