O petróleo fechou em queda nesta segunda-feira (16/3), em sessão marcada por volatilidade e com o Brent ainda acima dos US$ 100 o barril, conforme investidores monitoram o conflito no Oriente Médio e pressão dos EUA para o escoamento da commodity pelo Estreito de Ormuz.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para maio recuou 2,84% (US$ 2,93), a US$ 100,21 o barril.
Já o petróleo WTI para abril fechou em queda de 5,28% (US$ 5,21), a US$ 93,50 o barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).
Os contratos futuros do petróleo chegaram a operar em alta pela manhã, mas logo passaram a cair e a acentuar perdas ao longo da tarde.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esperar que sejam feitas mais algumas “poucas investidas” no Irã, já que o país persa tem “pouquíssimas” opções restantes, e voltou a cobrar ajuda de parceiros para reabrir o Estreito de Ormuz.
O republicano ainda disse esperar que os preços do óleo caiam “como pedra” após o conflito acabar.
Já o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, disse que está “bem” em relação à situação no estreito e que o país está bem abastecido com petróleo.
Apesar da baixa desta segunda (16/3), os traders estão cada vez mais precificando uma duração indefinida do conflito, alimentados por uma percepção crescente de erro estratégico sobre o escopo e o cronograma das hostilidades, fornecendo o impulso altista necessário para uma maior descoberta de preços, diz Samer Hasn, da XS.com.
A S&P Global revisou para cima sua projeção de preços para o WTI e Brent em US$ 15 por barril para o restante de 2026, enquanto manteve inalteradas suas suposições para 2027-2029.
Ainda no radar do conflito, o diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, afirmou nesta segunda-feira (16) que os países-membros poderão liberar mais petróleo no mercado futuramente “conforme e se necessário”.
Por Thais Porsch, com informações da Dow Jones Newswires
