Preço do barril

Petróleo fecha em alta de 4%, com navegação no Estreito de Ormuz em foco e dados da Opep e IEA

Brent para maio subiu 4,76%, a US$ 91,98 o barril, com anúncio da IEA de que pretende contribuir para estabilizar o mercado

Ampla reforma no edifício Challenger para aprimorar a eficiência energética, incluindo instalação de fachadas ventiladas, sistemas de iluminação avançado, bombas de calor e 25 mil metros quadrados de painéis solares fotovoltaicos (Foto IEA)
Ampla reforma no edifício Challenger para aprimorar a eficiência energética, incluindo instalação de fachadas ventiladas, sistemas de iluminação avançado, bombas de calor e 25 mil metros quadrados de painéis solares fotovoltaicos (Foto IEA)

O petróleo fechou em alta de 4% nesta quarta-feira (11/3), em mais um pregão marcado pelo conflito no Oriente Médio.

A tensão na região mantém o mercado em alerta, diante das preocupações com a segurança da navegação no Estreito de Ormuz.

Investidores também repercutiram o relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre as perspectivas de demanda e o anúncio da Agência Internacional de Energia (IEA) de que pretende contribuir para estabilizar o mercado energético.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para maio subiu 4,76% (US$ 4,18), a US$ 91,98 o barril.

Já o petróleo WTI para abril fechou em alta de 4,55% (US$ 3,80), a US$ 87,25 o barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).

O petróleo voltou a subir, após despencar mais de 10% na sessão anterior, com a continuidade da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

Navios petroleiros foram atacados perto do Estreito de Ormuz nesta quarta-feira, com o governo em Teerã reivindicando a autoria de pelo menos um desses ataques.

O presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a dizer nesta quarta que a guerra acabaria “em breve”, mas fontes disseram à Axios que Washington e Tel-Aviv se preparam para mais duas semanas de ataques.

Para Benjamin Cohen, do Macquarie Group, a elevação do preço do barril ainda não se tornou um fator limitante para que os EUA recuem no conflito.

“Os americanos devem manter o combate, e os preços do petróleo tendem a permanecer altos — ainda que voláteis — até que os confrontos terminem, possivelmente no fim do mês”, projeta.

Em relatório, a Fitch alertou que um cenário de alta persistente do petróleo pode ser negativo para o crescimento econômico global.

Mais cedo, a IEA informou que seus 32 países-membros concordaram em liberar 400 milhões de barris de petróleo de reservas emergenciais para o mercado.

Já a Opep projetou aumento na oferta global de 600 mil barris por dia (bpd) em 2026, apesar das limitações no Oriente Médio.

O cartel ainda reafirmou sua previsão para o crescimento da demanda global pela commodity este ano, em 1,4 milhão de bpd.

Já nos Estados Unidos, os estoques semanais de petróleo subiram acima das previsões, mas os derivados — como gasolina e destilados — tiveram queda intensa.

Por Darlan de Azevedo

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