Preço do barril

Petróleo fecha em alta contrabalançando apoio de aliados dos EUA e ataques do Irã

Brent para maio sobe 1,18%, com ataques do Irã a importantes infraestruturas energéticas de países vizinhos

Irã sob ataque dos EUA e de Israel, com fortes explosões em Teerã na manhã de 28 de fevereiro de 2026 (Foto RS/aFotos Públicas)
Irã sob ataque dos EUA e de Israel, com fortes explosões em Teerã na manhã de 28 de fevereiro de 2026 (Foto RS/aFotos Públicas)

O petróleo encerrou em alta, com o Brent se afastando das suas máximas intradiárias nesta quinta-feira — quando chegou a tocar o pico de US$ 119 por barril.

O movimento refletiu os desdobramentos do conflito no Oriente Médio, diante de ataques do Irã a importantes infraestruturas energéticas de países vizinhos, enquanto aliados dos EUA se comprometeram com medidas para assegurar passagem segura pelo Estreito de Ormuz e apoio ao mercado de energia.

Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para maio subiu 1,18% (US$ 1,27), a US$ 108,65 o barril.

Já o petróleo WTI para maio fechou em alta de 0,09% (US$ 0,09), a US$ 95,55 o barril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).

Nas máximas, o WTI e o Brent tocaram o maior nível em dez dias, a US$ 100,48 e a US$ 119,13, respectivamente.

O Irã atacou instalações energéticas em todo o Oriente Médio, em resposta a ofensiva contra seu campo de gás em South Pars. No mais recente, atingiu uma refinaria em Israel.

Países aliados dos EUA condenaram os recentes ataques do Irã e pediram a reabertura total do Estreito de Ormuz, se comprometendo com medidas para apoiar o mercado de energia, incluindo aumento na produção de petróleo.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também afirmou que o governo americano poderá fazer outra liberação das reservas estratégicas de petróleo para evitar uma alta ainda maior nos preços de energia.

O desconto entre os contratos futuros do WTI em relação ao Brent atingiu na quarta-feira o maior nível em 11 anos, segundo a Reuters.

Para o Goldman Sachs, a diferença refletia a chance de restrições às exportações dos EUA. Contudo, o secretário de Energia, Chris Wright, negou hoje essa possibilidade.

Para o analista do Price Futures Group, Phil Flynn, a pressão sofrida pelo Brent é maior por ser o benchmark global, fortemente ligado ao petróleo do Oriente Médio.

“Isso ameaça diretamente as exportações e embute no Brent um elevado prêmio de risco geopolítico. O WTI fica mais protegido por ser um ativo baseado em terra, mais centrado no mercado americano”, explica.

Enquanto isso, a Arábia Saudita conseguiu aumentar suas exportações de petróleo apesar das interrupções causadas pela guerra, redirecionando envios pelo Mar Vermelho.

Por Darlan de Azevedo

Inscreva-se em nossas newsletters

Fique bem-informado sobre energia todos os dias