Tensões geopolíticas

Petróleo fecha em alta com tensões na Groenlândia em foco e dólar mais fraco

Brent para março subiu 1,53%, a US$ 64,92, com Trump podendo impor tarifas a países europeus por causa de disputa pela Groenlândia

Dinamarca reforça presença militar na Groenlândia. Na imagem, Fragata da Marinha Real Dinamarquesa (Foto Marinha Dinamarquesa)
Dinamarca reforça presença militar na Groenlândia. Na imagem, Fragata da Marinha Real Dinamarquesa (Foto Marinha Dinamarquesa)

O petróleo fechou em alta nesta terça-feira (20/1), em meio a ameaças tarifárias do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, contra países europeus que se opõem à sua iniciativa de adquirir a Groenlândia.

O enfraquecimento do dólar frente a outras moedas também deu suporte aos preços da commodity.

Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), encerrou em alta de 1,53% (US$ 0,98), a US$ 64,92 o barril, enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 1,71% (US$ 1,02), a US$ 60,36 o barril.

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens-Frederik Nielsen, disse, nesta terça, que as tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump estão sendo usadas como “chantagem” e que a população da ilha ártica e suas autoridades precisam começar a se preparar para uma possível invasão militar.

Trump anunciou nesta semana que vai impor tarifas contra oito países da Europa a partir de fevereiro, que podem chegar até 25% em junho, enquanto o impasse na Groenlândia não for resolvido.

Enquanto isso, em Davos, o presidente da França, Emmanuel Macron, disse que não há nenhuma reunião do G7 “prevista” para a próxima quinta-feira (22/1).

Na segunda-feira (19/1), Trump postou em seu perfil na Truth Social mensagens privadas dele com Macron em que o líder francês propunha o encontro.

Autoridades e parlamentares da Alemanha passaram a debater sobre um imposto digital contra empresas de tecnologia dos Estados Unidos, em resposta às novas ameaças tarifárias do presidente Donald Trump ligadas à Groenlândia.

Em resposta, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, disse que o governo dos EUA voltaria a tarifar ainda mais os países europeus em caso de uma possível retaliação do bloco.

Ainda no radar geopolítico, a Rússia voltou a atacar a infraestrutura energética da Ucrânia, cortando a energia externa da usina nuclear de Chernobyl.

A queda do dólar também deu suporte aos preços, segundo o ING, já que uma moeda americana mais fraca pode impulsionar a demanda por petróleo ao tornar as compras denominadas em dólar mais baratas.

Por Darlan de Azevedo, com informações da Dow Jones Newswires.

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