O petróleo fechou em alta nesta segunda-feira (5/1), à medida em que as tensões geopolíticas seguem gerando apreensões depois da ofensiva ordenada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em território venezuelano resultar na deposição e captura do ditador Nicolás Maduro.
Investidores também digeriram a decisão do domingo (4/1) da Organização de Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) de manter a pausa nos incrementos de produção em janeiro, fevereiro e março.
O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), encerrou em alta de 1,66% (US$ 1,01), a US$ 61,76 o barril, enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), avançou 1,74% (US$ 1,00), a US$ 58,32 o barril.
Os contratos futuros da commodity chegaram a operam em baixa na madrugada em meio a preocupações sobre excesso de oferta, mas ganharam fôlego ao longo do dia com o risco geopolítico apresentado na Venezuela.
Maduro fez nesta segunda sua primeira aparição em um tribunal federal dos EUA após a operação que levou à sua detenção. Durante a audiência, ele e sua esposa se declararam inocentes.
A Capital Economics acredita que as implicações econômicas e financeiras de curto prazo são mínimas após o ataque a Caracas.
Apesar do desejo óbvio de Trump de que as empresas petrolíferas dos EUA aumentem suas atividades na Venezuela, os preços baixos do petróleo e a incerteza política frustrarão os esforços para explorar seu vasto potencial energético, acrescenta a consultoria.
Um aumento significativo na produção de óleo venezuelano provavelmente levará “anos, não meses”, dadas as limitações técnicas e a ausência de um clima de investimento estável, adicionam os analistas do Citi Research.
Diante do ataque norte-americano, o presidente ucraniano, Volodimir Zelenski, sugeriu que Trump deveria fazer o mesmo com o seu homólogo russo, Vladimir Putin. Às vésperas de conversas em busca de paz em Paris, Moscou e Kiev trocaram ataques durante o fim de semana.
Por Thais Porsch, com informações da Dow Jones.
