Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (21/1), após o presidente dos EUA, Donald Trump, negar intenção de usar força para controlar a Groenlândia, mas manter tensão comercial elevada frente a pressão provocada por tarifas.
Ainda, a Agência Internacional de Energia (IEA) aumentou sua previsão para o crescimento da demanda global de petróleo.
O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), fechou em alta de 0,49% (US$ 0,32), a US$ 65,24 o barril, enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 0,43% (US$ 0,26), a US$ 60,62 o barril.
Os mercados financeiros se estabilizaram após um discurso relativamente conciliador de Trump em Davos.
“Embora seja difícil prever como evoluirá a disputa, um tanto quixotesca, sobre a soberania e a defesa militar da Groenlândia, as declarações de Trump podem ser interpretadas como um passo rumo à redução de tensões”, avalia a Capital Economics.
O ministro das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Lokke Rasmussen, afirmou que é “positivo” que Trump tenha descartado o uso da força militar na Groenlândia.
Por outro lado, ele ponderou que as ambições do americano com relação ao território no Ártico se mantém intactas e que as falas sobre a ausência de uma incursão armada não resolvem a situação.
A IEA aumentou sua projeção de demanda com melhora na perspectiva econômica e a preços mais baixos do petróleo bruto, mas alertou que a oferta ainda deve superar o consumo.
A organização espera que a demanda cresça 930 mil barris por dia este ano, em comparação com 860 mil barris por dia anteriormente.
Enquanto isso, os preços do gás natural liquefeito (GNL) dos EUA dispararam, registrando altas significativas pelo terceiro pregão consecutivo.
O movimento segue em linha com o gás europeu, que registrou uma alta menor, em meio aos temores de um inverno rigoroso no Hemisfério Norte, segundo as previsões meteorológicas.
Por Matheus Andrade, com informações da Dow Jones Newswires.
