Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta de mais de 3% nesta quinta-feira (8/1), tentando reaver parte das perdas recentes, enquanto investidores monitoram as tensões geopolíticas globais e aguardam a divulgação do payroll dos EUA na sexta-feira (9/1).
O Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), subiu 3,39% (US$ 2,03), a US$ 61,99 o barril, enquanto o petróleo WTI para fevereiro, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), fechou em alta de 3,16% (US$ 1,77), a US$ 57,76 o barril.
O presidente dos EUA, Donald Trump, e assessores de seu governo estão planejando uma iniciativa abrangente para dominar a indústria petrolífera venezuelana nos próximos anos, incluindo certo controle na empresa estatal do país, a Petróleos de Venezuela SA (PDVSA), segundo fontes do Wall Street Journal.
Diversos executivos do setor petrolífero participarão de uma reunião com o republicano na sexta-feira (9/1).
Ainda assim, os mercados de energia parecem amplamente “indiferentes e pouco impressionados” com as últimas intervenções de Washington, diz o Julius Baer, já que as exportações de petróleo da Venezuela são pequenas demais para que uma interrupção completa importe no atual ambiente de oferta abundante.
O TD Securities, porém, aponta que a incertezas sobre as exportações do país latino-americano podem pressionar a oferta de óleo transportado por via marítima no curto prazo.
Em paralelo, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse nesta quinta que planeja se reunir com autoridades dinamarquesas na próxima semana, após a administração Trump reafirmar a intenção de assumir o controle da Groenlândia, ilha rica em recursos naturais.
No campo macroeconômico, as atenções estão voltadas ao principal relatório de emprego dos EUA, conhecido como payroll.
Para dezembro, os analistas esperam a criação de 60 mil empregos no mês, de acordo com o Projeções Broadcast.
Por Thais Porsch, com informações da Dow Jones.
