Os contratos futuros de petróleo dispararam nesta sexta-feira (6/3), encerrando a semana com alta de 35% no WTI e 27% no Brent, ambos ficando acima dos US$ 90 por barril.
O tráfego pelo Estreito de Ormuz segue como o grande elemento para o mercado, enquanto as tensões avançam e soluções diplomáticas seguem distantes. Neste cenário, o valor simbólico de US$ 100 o barril se aproxima.
Negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), o Brent para maio avançou 8,52% (US$ 7,28), a US$ 92,69 o barril.
Já o petróleo WTI para abril fechou em alta de 12,20% (US$ 9,89), a US$ 90,90, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex).
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Washington não fará acordo com o Irã e apenas aceitará a “rendição incondicional” de Teerã.
Ele afirmou também que os EUA vão trabalhar “incansavelmente para trazer o Irã de volta da beira da destruição” depois que Teerã escolher um “grande e aceitável” líder, tornando o país “economicamente maior, melhor e mais forte do que nunca”.
O vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, Majid Takht-Ravanchi, afirmou que países europeus podem se tornar “alvos legítimos” caso participem da ofensiva militar contra o país.
Ele disse que Teerã já alertou governos europeus sobre as consequências de um eventual envolvimento no conflito. O diplomata reiterou ainda que bases e ativos militares americanos na região são considerados alvos legítimos.
“A tendência constante de alta nos preços do petróleo ao longo do tempo mostra que os investidores estão continuamente reavaliando as premissas de que a interrupção do transporte marítimo pelo Estreito seria de curta duração”, aponta a Capital Economics.
Quanto mais tempo durar a grave interrupção do transporte marítimo, maior a probabilidade de que os produtores de petróleo no Oriente Médio tenham que começar a interromper a produção, o que poderia manter os preços elevados por mais tempo, mesmo quando o transporte marítimo começar a ser retomado, avalia.
“Em suma, a extensão e a duração da interrupção dos embarques pelo Estreito continuam sendo o principal fator a ser observado, e uma interrupção prolongada ainda pode levar os preços do petróleo a ultrapassarem US$ 100 por barril”, conclui.
Por Matheus Andrade
