A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, vai levar nesta quarta-feira à reunião da diretoria da estatal a proposta de construção de uma plataforma do tipo FPSO (flutuante, de produção, armazenagem e transferência) com capacidade para produzir 180 mil barris de petróleo por dia e também exportar gás natural, via Rota 3, para o Complexo de Energias Boaventura, no Rio de Janeiro.
Diretoria analisa projeto que estenderá pico de produção no pré-sal até 2032; licitação do sistema BOT pode sair ainda no 1º semestre.
O objetivo é instalar a unidade no campo Búzios 12, uma nova aposta da estatal para garantir o nível da produção na região do pré-sal nos próximos anos. Com a entrada de Búzios 12, o pico da produção do pré-sal será estendido pelo menos em mais um ano, “provavelmente para 2032”, disse a executiva.
“O que aconteceu é que a gente, em Búzios (campo no pré-sal da bacia de Santos) nós achamos 54 metros de óleo abaixo da profundidade, que normalmente é água. Então, Búzios 12 ainda vai ter mais 47 metros de óleo. É um espetáculo”, informou Sylvia.
Segundo ela, a decisão sobre a construção da plataforma será tomada ainda em abril, e que espera acelerar o processo para que a licitação seja realizada ainda no primeiro semestre do ano. “Estou correndo”, afirmou. “Búzios 12 foi um trabalho espetacular. A gente fez o que era esperado em 14 meses em 6/7 meses”, explicou.
Mais uma vez, o sistema de contratação será via BOT (construção, operação e transferência, na sigla em inglês). “Porque BOT é a melhor coisa agora, não é? Porque o financiamento fora é difícil e a gente faz essa parte”, avaliou.
“Não podemos ter um campo e não tirar o melhor dele. Então, fazer o Búzios 12 é garantir, tratar aquele super gigante maravilhoso como ele deve ser tratado. Tirando o óleo que pode ser tirado da melhor forma possível, mais economicamente possível. Vamos ter uma exportação de gás, que vai ser legal”, concluiu a geóloga.