Conflito no Oriente Médio

IEA prevê contração da demanda global de petróleo após guerra no Oriente Médio afetar fluxos

No segundo trimestre, a demanda deve cair 1,5 milhão de bpd, o maior recuo desde a pandemia de covid-19

Diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol (Foto Ricardo Botelho/MME)
Diretor executivo da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol (Foto Ricardo Botelho/MME)

A demanda global de petróleo deve se contrair neste ano, à medida que a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e o quase fechamento do Estreito de Ormuz estrangulam a oferta e desorganizam as cadeias de suprimento, afirmou a Agência Internacional de Energia (IEA), em uma forte reversão em relação ao cenário do mês passado.

Em relatório mensal divulgado nesta terça-feira (14/4), a organização com sede em Paris — que representa as principais nações consumidoras de petróleo — agora prevê que a demanda global encolha em 80 mil barris por dia (bpd) em 2026, ante a expectativa anterior de crescimento de 640 mil bpd.

No segundo trimestre, a demanda deve cair 1,5 milhão de bpd, o maior recuo desde a pandemia de covid-19.

“Raramente as perspectivas para o equilíbrio do mercado global de petróleo foram tão incertas”, ressaltou a IEA.

“As interrupções no fornecimento e no comércio de petróleo decorrentes da guerra no Oriente Médio persistem, agravando a escassez de petróleo bruto e de derivados e elevando os preços a níveis que estão enfraquecendo a demanda.”

A projeção da IEA pressupõe que as entregas de petróleo e gás do Oriente Médio aos mercados internacionais sejam retomadas até meados do ano, embora não aos níveis anteriores ao conflito.

Se o Estreito de Ormuz reabrir e as rotas comerciais forem asseguradas, a agência estima que seriam necessários cerca de dois meses para restabelecer exportações estáveis.

Em relação à oferta global de petróleo, a IEA agora espera retração de 1,5 milhão de bpd em 2026, ante a projeção anterior de avanço de 1,1 milhão de bpd.

A agência estima que a oferta sofreu uma queda drástica de 10,1 milhões de bpd em março, para 97 milhões de bpd, e recuará mais 2,9 milhões de bpd em abril, antes de começar a se recuperar.

*Com informações da Dow Jones Newswires; conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast.

Inscreva-se em nossas newsletters

Fique bem-informado sobre energia todos os dias