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Fitch: ações dos EUA na Venezuela têm impacto limitado sobre produtores de petróleo americanos

Ganhos significativos provavelmente exigiriam grandes investimentos e tempo, diz a Fitch em análise

Complexo petroquímico Beaumont, da ExxonMobil, no Texas, EUA (Foto Divulgação)
Complexo petroquímico Beaumont, da ExxonMobil, no Texas, EUA (Foto Divulgação)

O recente envolvimento dos EUA na Venezuela pode, em última análise, apoiar o crescimento da produção de petróleo no país e beneficiar as empresas de exploração e produção americanas, caso resultem em mudanças políticas que permitam maior participação estrangeira no setor, segundo a Fitch Ratings.

No entanto, ganhos significativos provavelmente exigiriam grandes investimentos e tempo, e os incentivos ao investimento permanecem limitados em um mercado global atualmente superabastecido, diz a Fitch em análise.

As exportações de petróleo bruto canadense podem enfrentar pressão de preços no improvável caso de um rápido aumento no fornecimento de petróleo venezuelano, mas o impacto nas classificações seria limitado, dado o espaço significativo dos produtores canadenses classificados pela Fitch.

As refinarias dos EUA, particularmente as de alta complexidade, provavelmente se beneficiariam.

O envolvimento dos EUA na Venezuela poderia ainda dar às empresas acesso às vastas reservas do país e oportunidades de investir na reabilitação de infraestrutura, potencialmente expandindo a capacidade de produção futura.

Contudo, a agência de classificação de risco aponta que o setor de óleo da Venezuela exigiria um investimento substancial e reconstrução antes que a produção pudesse se aproximar dos picos do final dos anos 1990.

Já os resultados imediatos e de longo prazo da remoção do líder venezuelano, Nicolás Maduro, pelos EUA são altamente incertos, complementa a Fitch, mas podem ter implicações geopolíticas em termos de maior influência e poder de Washington no Hemisfério Ocidental.

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