Conflito no Oriente Médio

Estratégia comercial da Petrobras contorna aumento de taxas para petroleiros, diz diretor

Estatal tem mais de 30% do frete em contratos de longo prazo, enquanto a média do mercado é inferior a 10%

Cláudio Schlosser, diretor executivo de Logistica, Comercialização e Mercados da Petrobras, em entrevista ao estúdio eixos durante a ROG.e no Rio, em 24/9/2024 (Foto Vitor Curi/eixos)
O estúdio eixos recebe Cláudio Schlosser, diretor executivo de Logistica, Comercialização e Mercados da Petrobras, na Rio Oil & Gas & Energy (ROG.e) 2024 | Foto Vitor Curi/eixos

A Petrobras está mais bem posicionada do que outras companhias com o aumento das taxas de frete para petroleiros devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, disse, nesta sexta-feira (6/3), o diretor-executivo de Logística, Comercialização e Mercados da estatal, Claudio Schlosser.

As taxas médias à vista de afretamento para superpetroleiros (VLCCs, em inglês) alcançaram máximas históricas com a interrupção na navegação no estreito devido à guerra no Oriente Médio, segundo a Moody’s — e ultrapassaram os 350 mil dólares por dia.

Segundo Schlosser, a Petrobras tem mais de 30% do frete em contratos de longo prazo, enquanto a média do mercado é inferior a 10%. 

O panorama geral dos diretores da companhia é de que ela está conseguindo contornar as consequências da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã.

“A estratégia comercial da Petrobras foi criada justamente para momentos dessa natureza, onde você tem essa volatilidade tão grande (do preço do Brent)”, afirmou Schlosser.

A Petrobras tem, ainda, outras vantagens no cenário da guerra, como abastecer mercados fora da região do conflito, como Índia, China e países da Europa.

“A foto do momento que a gente tem percebido é que isso tem se refletido em um netback favorável à Petrobras. Então, a gente tem observado essas margens melhores, mesmo com essa questão do frete”, disse Schlosser.

Sobre o mercado de derivados, o diretor comentou que a petroleira não está com dificuldade em cumprir o planejamento e tem identificado as frentes de importação mais atrativas. 

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