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Irã libera trânsito de petróleo do Iraque pelo Estreito de Ormuz; tráfego aumenta pelo canal

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, dá novo ultimato para que Irã desbloqueie o estreito

Três navios tanque petroleiros navegam em mar azul e calmo na cidade de Tessalônica, Grécia (Foto: John Maravelakis/Unsplash)
Navios tanque petroleiros navegam próximo a Tessalônica, na Grécia (Foto: John Maravelakis/Unsplash)

NESTA EDIÇÃO. Irã libera trânsito de navios com petróleo do Iraque pelo Estreito de Ormuz;

Embora o tráfego marítimo pelo canal ainda esteja mais de 90% abaixo dos níveis normais, o trânsito aumentou nas últimas semanas;

Preço do gás natural da Petrobras vai ficar 13% mais caro a partir de maio;

e MPTCU pede suspensão do LRCAP e auditoria sobre grupo de empresas vencedoras do leilão.


EDIÇÃO APRESENTADA POR:

As Forças Armadas do Irã anunciaram, no fim de semana, que navios com cargas de petróleo do Iraque estão livres para transitar pelo Estreito de Ormuz. Mais um sinal de que Teerã pode estar afrouxando o bloqueio da rota – responsável pelo escoamento de 20% do comércio global de petróleo e gás natural liquefeito (GNL). 

  • No domingo (5/4), um dia após a liberação, um petroleiro com carga iraquiana, e fretado pela malaia Petronas, passou pelo estreito – dando ao quinto maior produtor de petróleo do mundo acesso à via, cujo bloqueio abalou os mercados de energia em março. (Financial Times)
  • No sábado (4/4), o Irã já havia autorizado também a passagem de navios com bens essenciais, segundo a agência estatal Tasnim. (g1)

Embora o tráfego marítimo pelo estreito ainda esteja mais de 90% abaixo dos níveis normais, o trânsito aumentou ligeiramente nas últimas semanas, sob o novo sistema de pedágio imposto por Teerã, de acordo com dados de rastreamento de navios. (Al Jazeera)

  • A Lloyd’s List Intelligence calcula que houve 53 trânsitos pelo estreito na semana passada, o maior número desde o início da guerra
  • Na sexta (3/4), um porta-contêiner francês se tornou o primeiro navio pertencente a uma grande companhia de navegação ocidental a transitar com segurança por Ormuz (BBC);
  • e embarcações ligadas à China e a Omã também conseguiram passar, enquanto o Paquistão afirmou ter fechado um acordo com Irã para passagem de 20 navios sob sua bandeira (FT)

As flexibilizações ocorrem em meio à pressão dos Estados Unidos.

As atenções do mercado se voltam, agora, para o mais novo ultimato de Donald Trump. O presidente dos EUA deu um prazo de 48 horas – que vence às 21h de terça-feira (7/4) – para que o Irã libere o trânsito em Ormuz e prometeu um “inferno” contra o país persa, caso contrário.

Não é a primeira vez que Trump sobe o tom e ameaça Teerã para que reabra o estreito ao longo das últimas duas semanas. (InfoMoney)

Resposta. As Forças Armadas do Irã classificaram a ameaça de Trump como uma “ação impotente, nervosa, desequilibrada e estúpida”. A Rússia também repudiou o ultimato, enquanto a China sinaliza apoio aos russos na articulação por um cessar-fogo.

Nos corredores das Nações Unidas… O Conselho de Segurança da ONU adiou para esta semana a votação de uma resolução sobre o Estreito de Ormuz. A proposta apresentada pelo Bahrein, que atualmente preside o Conselho, autorizaria países a adotarem “medidas defensivas necessárias” dentro e no entorno do estreito em resposta a possíveis ofensivas iranianas.

  • Se aprovado, o texto pode ser interpretado como o primeiro aval formal das Nações Unidas ao uso da força no atual conflito, mas a China, que tem poder de veto, já se posicionou contrária a proposta. (CNBC)


Danos aos Emirados Árabes Unidos. A Adnoc suspendeu as operações, em Habshan, da maior instalação de processamento de gás natural do país, após um ataque causar um incêndio no local. Segundo as autoridades, a infraestrutura sofreu danos significativos e uma avaliação está em andamento (Investing.com)

A Índia voltou a comprar petróleo do Irã pela primeira vez em sete anos, confirmou no sábado o governo indiano. A decisão ocorre em meio à guerra no Oriente Médio, que continua pressionando os mercados globais de energia. (CNN)

Impacto programado no mercado de gás. Preço do gás natural da Petrobras deve ficar 13% mais caro a partir de maio e pode subir ainda mais em agosto, às vésperas das eleições. Distribuidoras pedem mudanças na precificação. Saiba mais na gas week

Opinião: Alta do Brent pressiona preço do gás e expõe limites do modelo brasileiro. Mercado spot de gás tende a ganhar relevância como instrumento complementar de gestão, escreve Antonio Quirino

LRCAP. O Ministério Público Junto ao Tribunal de Contas da União (MPTCU) enviou representação à presidência da Corte com solicitação de medida cautelar para suspender o prosseguimento do leilão até que o TCU possa atestar a legalidade do certame.

O subprocurador-geral do MPTCU, Lucas Furtado, solicitou auditoria específica sobre as empresas Evolution Power Plants (EPP), ION, GPE e Celba. Segundo ele,  as companhias fazem parte de um mesmo grupo, mas não teriam deixado clara a relação societária entre si. (MegaWhat)

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