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Índia passa a ser segundo maior mercado para exportações de petróleo brasileiras 

País asiático ampliou compra do petróleo do Brasil em dezembro de 2025 e janeiro de 2026

Lula (PT) durante condecoração do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, com o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul (Foto Ricardo Stuckert/PR)
Lula (PT) durante condecoração do primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, com o Grande Colar da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul (Foto Ricardo Stuckert/PR)

NESTA EDIÇÃO. Cresce a importância da Índia na venda de petróleo do Brasil no mercado internacional. 
 
Ibama multa Petrobras por vazamento na Foz do Amazonas
 
Alerj cria CPI para investigar renovação das concessões da CEG e CEG Rio.
 
Governo lança chamada de inovação com R$ 500 milhões para transição energética.


EDIÇÃO APRESENTADA POR:

Em meio às pressões dos EUA e da Rússia, a Índia ampliou a compra de petróleo bruto do Brasil nos últimos dois meses. 
 
Segundo dados da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em dezembro de 2025 o país asiático ultrapassou os EUA e foi o segundo maior comprador de petróleo do Brasil, atrás apenas da China. 

  • Em janeiro de 2026, a tendência se manteve
  • Como comparação, em novembro de 2025 a Índia ficou em 14º lugar no ranking das exportações brasileiras. 
  • Na média do ano passado, foi o sétimo principal destino da produção nacional, com a negociação total de 4,3 milhões de toneladas

A movimentação ocorre num momento de reconfiguração das alianças globais, sob influência  da mudança na política externa dos Estados Unidos. 

  • O governo de Donald Trump vem pressionando o líder indiano, Narendra Modi, a reduzir as importações de petróleo da Rússia
  • Na semana passada, Trump anunciou um acordo para reduzir as tarifas sobre produtos indianos de 50% para 18%, em troca da promessa de a Índia interromper a compra de óleo russo (CNN Brasil). 
  • País mais populoso do mundo, a Índia é um importante consumidor de petróleo, com uma demanda de cerca de 5 milhões de barris/dia

E é nesse contexto que o presidente Lula (PT) visita a Índia, entre os dias 17 e 21 de fevereiro. 

  • Os dois países fazem parte dos Brics e vêm buscando manter uma posição de independência no cenário internacional. 
  • A estratégia de Nova Délhi é semelhante à que Lula tem buscado perseguir: negociar com Trump, sem deixar de lado outros parceiros comerciais, como China e Rússia
  • No mercado, a expectativa sobre o encontro entre Lula e Modi é grande: executivos veem potencial para uma maior entrada de produtos brasileiros no mercado indiano, inclusive no agronegócio. 

O estreitamento da colaboração entre Brasil e Índia no mercado de petróleo começou a ser desenhado em 2025, quando a Petrobras assinou um contrato com a estatal indiana Bharat Petroleum Corporation Limited (BPCL) para exportação de até 6 milhões de barris de petróleo por ano.

  • Em janeiro, o acordo foi ampliado e renovado: agora, além do acordo com a BPLC, a Petrobras tem contrato até março de 2027 para venda de petróleo também para a Indian Oil Corporation Limited (IOC) e a Hindustan Petroleum Corporation Limited (HPCL).
  • Os acordos representam um potencial de venda de até 60 milhões de barris, com valor total que pode superar US$ 3,1 bilhões.

Mas a aproximação não se restringe à Petrobras: no ano passado, executivos do Porto do Açu também foram à Índia com o objetivo de estreitar relações e abrir espaço para novos volumes

  • “É uma nova fronteira que se está abrindo. A gente acredita que vai render bons frutos para o Brasil”, disse em dezembro a jornalistas Rogério Zampronha, CEO da Prumo Logística, controladora do porto.


Petrobras na África. A estatal anunciou a aquisição de uma fatia de 42,5% de um bloco offshore na Namíbia. A companhia brasileira será parceira da TotalEnergies, operadora da área. 

  • A transação marca o retorno da Petrobras ao país africano, que concentra uma das atividades exploratórias mais aquecidas da indústria de óleo e gás no mundo e que possui geologia similar à Bacia de Pelotas

Multa na Foz do Amazonas. O Ibama multou a Petrobras em R$ 2,5 milhões por um vazamento de fluido de perfuração ocorrido em 4 de janeiro, durante a exploração do poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas.

Preço do barril. Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta na sexta-feira (6/2), em uma sessão marcada pelo encontro entre Estados Unidos e Irã para tratar de um possível acordo nuclear, bem como a fraqueza do dólar ante pares rivais.

  • O Brent para abril avançou 0,74% (US$ 0,50), a US$ 68,05 o barril
  • Na semana, a trajetória foi de queda, com uma retração de 1,83% no Brent.

Distribuição de gás. A Alerj instituiu uma CPI para investigar o serviço de distribuição de gás canalizado no estado e o processo de renovação das concessões da CEG e CEG Rio, operadas pela Naturgy.

  • A CPI é de autoria do deputado estadual Thiago Rangel (Avante).  

Tarifas de gasodutos. A ANP defende que o novo desconto de 15% nas tarifas de saída dos gasodutos de transporte, para contratos de longo prazo, contribuirá positivamente para o equilíbrio do sistema.

  • O regulador admite, porém, que, se necessário, recorrerá à conta regulatória para compensar o novo incentivo – que mira, em especial, as térmicas a gás conectadas à rede no Leilão de Reserva de Capacidade de março. 

Eneva na Venezuela. A Eneva avalia alternativas para atuar no setor de petróleo e gás natural da Venezuela e iniciou conversas com a sueca Maha Capital para a criação de uma joint venture, segundo informações da Reuters. (UOL)

Trading de energia. Empresas do setor elétrico estão deixando de atuar com trading de energia no Brasil diante de um aumento de riscos nessas operações, relacionados tanto a crédito quanto à maior volatilidade dos preços, enquanto uma retração das vendas de energia por parte dos geradores também ‍diminuiu a liquidez para boa parcela das comercializadoras (UOL/Reuters). 

Novo licenciamento. O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima informou que equipes do governo federal estudam a possibilidade de criar nova regulamentação para o licenciamento ambiental. 

  • A meta é reduzir os impactos negativos das mudanças promovidas pelo novo marco legal que passou a valer esta semana.

Falta mulher na transição. Relatório da Irena mostra que as energias renováveis empregam 16,6 milhões de pessoas no mundo, mas apenas 32% são mulheres. A maioria ocupa cargos administrativos, enquanto posições técnicas e estratégicas seguem dominadas por homens. Leia mais na newsletter diálogos da transição
 
Opinião: À medida que a IA continua impulsionando avanços na indústria, novas questões surgirão sobre como os caminhos energéticos globais podem se manter capazes de atender às necessidades energéticas do futuro, escreve Anant Maheshwari, o presidente e CEO para as Regiões Globais da Honeywell.
 
R$ 500 milhões para transição. O governo federal lançou a segunda rodada de seleção pública dos Programas Estruturantes do MCTI, com R$ 3,3 bilhões para financiar empresas brasileiras alinhadas com a NIB. Desse total, R$ 500 milhões são destinados a projetos de transição energética.
 
Minerais críticos. O Brasil descarta aderir à aliança dos Estados Unidos sobre minerais críticos proposta pelo presidente norte-americano, Donald Trump. A prioridade é firmar acordos bilaterais com outros países, estabelecendo que o Brasil processe e não só exporte a matéria-prima para outras nações.
 
Opinião:O volume de chuva não impacta apenas a quantidade de energia disponível, mas também determina o custo e a estabilidade de todo o sistema elétrica, escreveJoão Hackerott, o CEO da Tempo OK.

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