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Chuvas melhoram situação do sistema elétrico, mas pressão sobre preços e contratos segue

ONS mantém medidas preventivas após atraso do período úmido

Usina Hidrelétrica Tucuruí, localizada no Pará. Divulgação AXIA Energia
Usina Hidrelétrica Tucuruí, localizada no Pará. Divulgação AXIA Energia

NESTA EDIÇÃO. Reservatórios das hidrelétricas têm recuperação, mas preços seguem pressionados no setor elétrico. 
 
TotalEnergies e Google fecham acordo de 1 GW de energia solar para data centers.
 
Argentina abre licitação pública para importação e a comercialização privada de GNL
 
Perda de biodiversidade afeta cadeias produtivas.


EDIÇÃO APRESENTADA POR:

As chuvas registradas nas últimas semanas melhoraram a situação dos reservatórios das hidrelétricas, confirmou o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Ainda assim, o atraso no período úmido segue impactando as negociações de contratos, com aumentos nos preços
 
O operador optou por manter ações preventivas para preservar os volumes e evitar riscos à estabilidade do sistema elétrico, diante do atraso do início do período úmido em janeiro. 

  • “O ONS mantém o contínuo acompanhamento das condições do período úmido e da situação dos armazenamentos dos reservatórios”, afirmou em nota.

Houve melhorias na afluência e na energia armazenada. 

  • Para esta semana, a energia armazenada deve ficar em 70,7% no Nordeste; 61,7% no Norte; 57,3% no Sudeste/Centro-Oeste; e 41,9% no Sul. 
  • O indicador reflete o nível dos reservatórios e foi divulgado na atualização mais recente do boletim mensal de operação, na sexta-feira (6/2). 

Em janeiro, o ONS chegou a indicar que a situação era de “atenção” na operação dos reservatórios. 

  • Na época, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) se reuniu para debater o tema e recomendou a elaboração de um plano de ação para tratar das reduções das vazões mínimas na bacia do Paraná.
  • O CMSE volta a se reunir na quarta (11/2). Entre os itens da pauta estão a previsão meteorológica e as condições de atendimento do Sistema Interligado Nacional (SIN). 

As expectativas nas últimas semanas de um cenário hidrológico mais desafiador para 2026 tiveram forte impacto nos preços de energia, com reflexos nas negociações do mercado livre. 

  • Na quarta-feira (4/2), o preço de liquidação das diferenças (PLD) chegou a R$ 1557,92 por megawatt/hora (MWh), próximo ao teto.

Segundo a BBCE, a expectativa do mercado diante da baixa dos reservatórios e da pouca perspectiva de chuvas levou a uma elevação nos contratos de energia negociados na plataforma no começo de fevereiro.

  • O aumento ocorreu sobretudo na demanda e nos preços de contratos com vencimento em março, que fecharam a semana passada a R$ 457,44 por MWh, alta de 28,52% em relação à semana anterior. 
  • O ONS também confirmou que o Custo Marginal de Operação (CMO) subiu em todas as regiões do país esta semana. O CMO reflete o preço teórico para produzir o próximo megawatt/hora para atender a demanda. 

Apesar disso, a Aneel definiu bandeira verde, sem cobrança adicional, para os consumidores no mercado cativo em fevereiro. 

  • O contraste decorre dos modelos de formação de preços usados no setor (MegaWhat).


Reta final para o LRCAP. A reunião da diretoria da Aneel na terça (10/2) com os editais dos leilões de reserva de capacidade (LRCAPs) na pauta. A análise dos editais, que estão sob a relatoria do diretor Fernando Mosna, é uma das últimas etapas para viabilizar a realização dos certames, prevista para março. 
 
Opinião: A Aneel colocou a paciência do consumidor no cálculo econômico e deu tempo para adaptação, escreve Marcelo Ribas, o diretor de CX da A&M Performance.
 
Solar para data centers. TotalEnergies e Google assinaram dois contratos de longo prazo de compra de energia para fornecer 1 GW de capacidade solar para abastecer os data centers da empresa de tecnologia no Texas (EUA). 

  • O volume contratado equivale a 28 TWh de eletricidade renovável ao longo de 15 anos. 

GNL na Argentina. O governo argentino abriu uma licitação pública nacional e internacional para a importação e a comercialização privada de gás natural liquefeito (GNL) destinado ao mercado interno. 

  • Com a iniciativa, o governo afirma avançar em um esquema competitivo para o suprimento de GNL nos meses de maior demanda. 

Fusões e aquisições. A Transocean anunciou a compra integral da Valaris por US$ 5,8 bilhões. O acordo estabelece a combinação das duas empresas, num valor empresarial combinado de cerca de US$ 17 bilhões.

  • A empresa passará a ter 73 sondas e uma carteira combinada de aproximadamente US$ 10 bilhões. 

Preço do barril. Os contratos futuros de petróleo fecharam em alta na segunda-feira (9/2), com o mercado reintroduzindo prêmios de risco geopolítico diante das incertezas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã e de sinais de possível aperto na oferta global.

Preços dos combustíveis. A alta do petróleo no mercado internacional tem aumentado a defasagem dos preços dos combustíveis vendidos nas refinarias brasileiras, segundo levantamento da Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom).
 
Sem competitividade. Os preços médios do etanol hidratado subiram em oito estados na semana passada e ficaram desvantajosos em relação à gasolina em todo o país. Nos postos pesquisados pela ANP, o preço médio subiu 0,22% na comparação com a semana anterior, para R$ 4,64 o litro.
 
Opinião:Reduzir a oferta de petróleo e gás natural, ao se buscar o pico de oferta e não de demanda, só vai ameaçar a segurança energética brasileira, pois vamos continuar a depender dos derivados, fazendo com que o Brasil deixe de ser exportador de petróleo e volte a ser importador, escreve Pietro Mendes, diretor da ANP e ex-secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do MME.
 
R$ 2 bi para financiar caminhões. O vice-presidente e ministro, Geraldo Alckmin (PSB), disse no domingo (8) que o programa Move Brasil liberou aproximadamente R$ 2 bilhões em financiamentos para renovação da frota de caminhões no primeiro mês de vigência.
 
Perda de biodiversidade. A crise deixou de ser apenas ambiental e passou a ameaçar a estabilidade financeira global, alertam cientistas. Mineração, energia e construção civil estão entre os setores mais expostos à perda da natureza. Entenda melhor com a newsletter diálogos da transição

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