O presidente dos EUA, Donald Trump, defendeu a energia gerada por carvão como “essencial para a segurança nacional” e mais “confiável” e “barata” do que outras fontes, reiterando críticas a energia renovável.
“Veja a China, por exemplo, eles vendem a energia eólica, mas não é o que usam. Temos que fazer dinheiro com energia, não vender”, afirmou, nesta quarta-feira (11/2), em evento “Campeão do Carvão” na Casa Branca.
Na ocasião, Trump assinou uma ordem executiva que, segundo ele, ampliará os esforços do governo para apoiar a indústria do carvão nos Estados Unidos, realizando várias críticas ao seu antecessor, o democrata Joe Biden.
O republicano disse que foi um “erro” diminuir o licenciamento da produção de energia fóssil e atribuiu sua vitória eleitoral em 2024 ao setor.
“Aqui, não usamos canetas automáticas”, alfinetou, em referência ao uso da ferramenta por Biden durante sua gestão.
O presidente americano também atribuiu ao setor de mineração de carvão o sucesso dos mercados acionários, alegando que o apoio às políticas do governo Trump permitiu as marcas históricas das bolsas.
“Já que não cai bem falar somente carvão, vamos utilizar o ‘Grande, Limpo e Lindo’ carvão para limpá-lo de vez”, disse.
Ao contestar o uso de energias renováveis, Trump argumentou que o carvão consegue operar até mesmo quando as outras falham e por isso é a “mais confiável possível” para indústrias de defesa, aço, inteligência artificial (IA) e outras.
O presidente anunciou que vai direcionar o Pentágono a comprar eletricidade de carvão para áreas militares e que o Departamento de Energia (DoE, em inglês) financiará projetos de usinas em vários estados.
O republicano observou que vários acordos comerciais fechados desde o ano passado, incluindo com a Índia e a Coreia do Sul, já envolvem a exportação de carvão e prometeu ampliar a produção deste tipo de energia a cerca de 30% neste ano.
Sobre economia, Trump afirmou que sua gestão está reduzindo custos e repetiu que “tarifa” é uma de suas palavras favoritas.
“Anunciamos recentemente que nosso déficit comercial caiu 78% neste ano e espero queda maior até 2027 graças às tarifas”, disse, mas ponderou que tudo dependerá do processo em andamento na Suprema Corte, que pode derrubar as alíquotas.
Por Laís Adriana