Conflito no Oriente Médio

Iraque discute medidas para apoiar setor petrolífero e nega impactos de Ormuz em refinarias

Governo do Iraque aprovou retomada de cotas de combustível para indústria local por período de dois meses úteis

Cavalos-de-pau (bomba 'pumpjack') para exploração terrestre de petróleo e gás (Foto mhouge/Pixabay)
Cavalos-de-pau (bomba 'pumpjack') para exploração terrestre de petróleo e gás (Foto mhouge/Pixabay)

O Ministério de Petróleo do Iraque discutiu medidas em uma reunião ampla do governo para mitigar os impactos do conflito no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, segundo comunicado divulgado nesta terça-feira (3/3).

Caberá ao ministério lidar com a crise esperada nas exportações de petróleo bruto e outros produtos petrolíferos devido ao fechamento do Estreito de Ormuz, pontua a nota.

O governo do Iraque aprovou a retomada de cotas de combustível para a indústria local por um período de dois meses úteis, ou até que alternativas viáveis sejam encontradas, além de iniciativas de investimento do BC do país para ajudar fábricas a operarem com gás liquefeito.

Sobre o gás natural, o governo estenderá períodos de fechamento financeiro para o projeto Bin Omar por um ano, até janeiro de 2027, devido a atrasos em alocação de terras e para garantir a segurança do procedimento.

O Ministério do Petróleo também será responsável por manter o fornecimento de combustível adequado para instituições governamentais, enquanto o Ministério das Finanças pagará as dívidas pelas quantidades de combustível diretamente.

Segundo a Reuters, o ministério negou que a redução na produção de petróleo bruto afetará operações em refinarias.

Mais cedo, vários veículos de mídia internacional relataram, por fontes, que o Iraque teria que cortar a produção devido a dificuldade em escoar armazéns lotados com fechamento do Estreito de Ormuz.

Por Laís Adriana

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