HOUSTON — O “fator medo” presente na indústria de óleo e gás, de que a IA possa substituir a mão de obra no setor, é superestimado, disse nesta terça a diretora de Engenharia, Tecnologia e Inovação da Petrobras, Renata Baruzzi, durante participação na CERAweek 2026, em Houston.
Ela acrescentou que a inteligência artificial “não é um risco”, em si, e que pode ajudar a indústria de óleo e gás a financiar a transição energética.
“A IA está elevando nosso desempenho na área de petróleo e gás. Isso ocorre tanto pela redução de custos e do tempo de inatividade quanto pela melhoria dos nossos fatores de recuperação. E é justamente isso que gera o fluxo de caixa necessário para financiar a transição energética”, comentou.
Segundo Baruzzi, a IA desponta como uma “força complementar” para a indústria de óleo e gás e que o principal risco, para as petroleiras, está em subestimar a gestão de recursos humanos e suas competências.
“A IA não é o risco. A má integração da IA é o risco. A IA é uma assistente, não um substituto para equipes de especialistas. É uma força complementar”
“A ideia de que a IA substituirá totalmente as pessoas é superestimada. Acho que o grande risco não é que a IA substitua as pessoas, mas sim que a organização superestime as informações e se perca nelas”, completou.
A executiva também destacou a IA tem sido pensada de forma integrada, para que as competências desenvolvidas para a indústria de óleo e gás sejam adaptadas para a economia de baixo carbono.
“Todas as competências que desenvolvemos para o setor de petróleo e gás são transferíveis diretamente para os novos projetos, tais como CCUS (Captura, Uso e Armazenamento de Carbono), biocombustíveis, hidrogênio… “
“Portanto, a questão não é ter que escolher entre o petróleo e o gás ou a transição energética; trata-se, na verdade, de combiná-los, integrá-los e viabilizar ambos”, completou.
Assista a cobertura da eixos diretamente de Houston:
