Resposta aos EUA

Cuba rebate Trump, nega receber dinheiro e defende direito de importar petróleo

Declaração responde ao presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou que "não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba"

Refinaria de petróleo em Moscou, na Rússia (Foto Kishjar/Wiki Commons)
Refinaria de petróleo em Moscou, na Rússia (Foto Kishjar/Wiki Commons)

O ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou que o país “não recebe nem recebeu jamais qualquer compensação monetária ou material” e que tem “direito absoluto de importar combustível” de mercados dispostos a exportá-lo, em reação às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre o fim do envio de petróleo e dinheiro à ilha.

Em publicação no X, Rodríguez escreveu que Cuba nunca foi remunerada por serviços de segurança prestados a outros países e ressaltou que, “ao contrário dos EUA, não temos um governo que se preste ao mercenarismo, à chantagem ou à coerção militar contra outros Estados”.

Segundo ele, Havana exerce apenas o direito soberano de manter relações comerciais, sem “a interferência ou a subordinação às medidas coercitivas unilaterais dos EUA”.

O ministro ainda acrescentou que “o direito e a justiça estão do lado de Cuba” e acusou Washington de agir como “um hegemon criminoso e descontrolado que ameaça a paz e a segurança não apenas em Cuba e neste hemisfério, mas no mundo inteiro”.

A declaração responde a Trump, que afirmou mais cedo na Truth Social que “não haverá mais petróleo ou dinheiro indo para Cuba” e sugeriu que o governo cubano “faça um acordo antes que seja tarde demais”.

O presidente americano disse ainda que a ilha teria vivido por anos de petróleo e recursos da Venezuela em troca de serviços de segurança.

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