Integração regional

PetroReconcavo testa importação de gás natural da Bolívia

Companhia importou 100 mil m³ entre os dias 1º e 2 de março, para suprimento à Copergás, em Pernambuco

A PetroReconcavo anunciou nesta quarta-feira (4/3) a realização dos primeiros testes de importação de gás natural da Bolívia.

A companhia importou 100 mil m³ entre os dias 1º e 2 de março, para suprimento à Copergás. A distribuidora pernambucana de gás canalizado é cliente firme da petroleira.

Em outubro de 2025, a PetroReconcavo obteve a autorização da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para importar até 2 milhões de m³/dia da Bolívia ou Argentina, países com os quais mantém contratos flexíveis de suprimento.

Em nota, o CEO da PetroReconcavo, José Firmo, destacou que a operação recém-concluída se trata de uma prova de conceito que fortalece a estratégia de
comercialização e amplia a competitividade da empresa.

“A realização dessa importação representa mais do que uma operação pontual. É uma missão estratégica de habilitar a companhia para ampliar a confiabilidade do nosso portfólio de suprimento. Validamos, na prática, nossa capacidade de atuar como importadora de gás natural, integrando produtores internacionais, transporte e cliente final”, afirmou.

  • As perspectivas de importação de gás da Bolívia e da Argentina foram tema do episódio #017 do videocast gas week, com João Vitor Moreira, vice-presidente de Operações da PetroReconcavo. Assista na íntegra

A parceria da PetroReconcavo com os bolivianos faz parte de um movimento de aproximação da YPFB, a estatal local, com comercializadores privados no Brasil.

A empresa busca aumentar a sua carteira de clientes para além da Petrobras, sua parceira histórica.

A estatal boliviana tem se aproximado, nesse contexto, de comercializadoras privadas como MTX, Edge e Tradener; e, em paralelo, tenta desenvolver o seu próprio braço de trading no Brasil.

YPFB Energia do Brasil, trader criada pela estatal boliviana, aliás, quer vender não só gás natural da Bolívia, mas também da Argentina no mercado brasileiro.

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