A Âmbar Energia, do grupo J&F, fechou um contrato para arrendamento do Terminal Gás Sul (TGS), o terminal de regaseificação da New Fortress Energy (NFE) em Santa Catarina.
A informação foi publicada pela MegaWhat e confirmada pela agência eixos.
A NFE comunicou ao mercado, esta semana, que o contrato deverá entrar em vigor em agosto de 2026 e que deve contribuir para um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) anual de US$ 50 milhões até 2027.
A empresa não informou, no comunicado, o nome da contraparte.
“O TGS agora está posicionado como um ativo estável e gerador de caixa, com significativo potencial de valorização a longo prazo”, disse o diretor-geral da NFE Brasil, Leandro Cunha.
A NFE cita, na nota, ainda, que mira oportunidades adicionais para expandir a utilização do TGS por meio de futuros acordos com geradores de energia e clientes industriais.
O terminal é também, para a NFE, o ponto de suprimento para a UTE Lins 2, projeto próprio, recém-negociado pela New Fortress no 2º Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) e que entrará em operação em 2031.
Para a New Fortress, portanto, o arrendamento permite à companhia antecipar a monetização do terminal.
E, para a Âmbar, representa mais um passo na diversificação de sua carteira de suprimento de gás para seu parque termelétrico.
Em março, no LRCAP, a companhia contratou quatro térmicas a gás, num total de 2 GW: a UTE EDF Norte Fluminense e a UTE Santa Cruz , ambas no Rio de Janeiro e com contratos a partir de 2026; a UTE Uruguaiana (RS) e a UTE Araucária (PR), ambas para 2028.
- Santa Cruz e Araucária estão, aliás, no centro do imbróglio da Âmbar com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no qual a companhia tentar reverter parcialmente os resultados do leilão.
Brasil virou uma nova divisão de negócios da NFE
Em março, a NFE anunciou uma ampla reestruturação – acordada com credores – e que resultou na separação de seus negócios no Brasil – que passou a formar uma plataforma independente com foco em gás natural liquefeito (GNL) e geração de energia elétrica.
A nova estrutura no Brasil, chamada de “BrazilCo”, será controlada por um consórcio de investidores institucionais globais.
Já a “New NFE” será uma empresa de capital aberto que reunirá o restante dos ativos do grupo.
