Macaé Energy 2026

Guerra reforça tese de que Amapá pode ser hub logístico para indústria de óleo e gás, diz Wandenberg Pitaluga

Diretor da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga, vê estado bem posicionado para fornecer bens e serviços a países vizinhos

A guerra no Oriente Médio reforça a tese de que o Amapá pode se tornar um hub logístico para a indústria de óleo e gás, se a Bacia Foz do Amazonas se confirmar como uma nova fronteira de produção, afirmou nesta terça-feira (17/3) o diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá, Wandenberg Pitaluga.

Em entrevista ao estúdio eixos, durante participação na Macaé Energy 2026, Pitaluga disse que vê o Amapá bem posicionado, geograficamente, para se consolidar como um fornecedor de bens e serviços não só para uma eventual atividade petrolífera na Margem Equatorial brasileira, mas também para países vizinhos, como a Guiana

Assista na íntegra acima!

E citou que o estado vinha mantendo conversas com agentes dos Emirados Árabes e Catar, justamente, para entender como posicionar sua vocação portuária.

“O Brasil não sentiu os efeitos de guerras mesmo, de bombardeios. Eu acho que é algo que já traz para a gente uma calma com relação à condução desses negócios”, disse.

“Acho que isso [guerra] é um cenário ruim para a humanidade como um todo, mas o Amapá a gente acaba vendo como um movimento de atenção que consolida a nossa tese de que pode ser um hub logístico”, completou

Principais pontos da entrevista

  • Amapá passa por curva de aprendizado e busca aproximação institucional com estados e municípios com histórico na economia petrolífera para aprimorar políticas públicas;
  • Estado tem infraestrutura portuária com vocação para granéis e tem estudos avançados para instalação de uma base offshore para suportar as operações de óleo e gás na região;
  • Oiapoque já convive com a pujança das atividades de exploração da Bacia Foz do Amazonas;
  • Petrobras já opera com um volume de quase 400 pessoas embarcadas na costa do Amapá, a 200 km da costa do Oiapoque;
  • Vazamento de fluido de perfuração no poço exploratório do bloco FZA–M-59 tomou proporção gigantesca, mas a melhor maneira de enfrentar oposição de ambientalistas é com diálogo aberto;
  • Criação de um fundo soberano no Amapá exige uma interpretação diferente;
  • Legislação federal foi concebida atendendo os interesses do Sudeste, que já tem infraestrutura instalada;
  • Foco em saúde e educação tem que ter uma atenção, mas no mapa isso tem que ser um pouco diferente, para que Amapá possa conceber o Fundo Soberano que atenda às necessidades do norte do Brasil;
  • Estado tem, hoje, envergadura política para isso, por contar com presidente do Senado.

Veja a cobertura do estúdio eixos direto da Macaé Energy:

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