CERAweek 2026

ANP busca reduzir custos da infraestrutura de gás com respeito aos contratos, diz Pietro Mendes

Em Houston, o diretor destacou ainda a necessidade de o Brasil repor as reservas de petróleo e gás

Veronica Coelho e Pietro Mendes durante a CERAWeek 2026, evento da S&P Global em Houston, em 23 de março (Foto Grant Miller Photography)
Veronica Coelho e Pietro Mendes durante a CERAWeek 2026, evento da S&P Global em Houston, em 24 de março (Foto Reprodução)

HOUSTON — O diretor da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Pietro Mendes, afirmou em um painel na CERAWeek 2026, em Houston, nesta quarta-feira (25/3) que a agência trabalha para reduzir os custos da infraestrutura de gás natural, com respeito aos contratos e metodologias internacionais.

Ele reconheceu que o custo da infraestrutura tem um impacto negativo no desenvolvimento da indústria de gás e lembrou que essas discussões envolvem conversas com a Pré-Sal Petróleo (PPSA) sobre o acesso de terceiros às infraestruturas existentes e a redução das tarifas de transporte.

Citou, ainda, a necessidade de criar um ambiente competitivo também para o gás natural liquefeito (GNL).

“Estamos tentando ampliar a oferta e resolver os problemas relacionados à infraestrutura para tornar essa indústria de gás mais competitiva”, disse.

Ele lembrou que a ampliação da oferta de gás no país nos próximos anos passa por projetos como Sergipe Águas Profundas e o campo de Raia, além da possibilidade de importação do gás da Argentina.

A CEO da Equinor no Brasil, Veronica Coelho, ressaltou que a abertura do mercado brasileiro de gás, com regras claras, foi crucial para a decisão de investimento no projeto Raia, no pré-sal da Bacia de Campos, que vai produzir 16 milhões de m3/dia de gás.

O projeto é o maior investimento internacional da Equinor, com cerca de US$ 9 bilhões.

“Precisamos desse tipo de confiança para investir e disponibilizar mais gás no país”, disse.

A companhia norueguesa iniciou a campanha de perfuração dos poços da Raia na terça (24/3), em preparação para o início da produção, previsto para 2028.

Reposição de reservas

Mendes destacou ainda a necessidade de o Brasil repor as reservas de petróleo e gás, devido à expectativa de declínio da produção nos próximos anos.

“Esta é a nossa missão-chave neste momento”, disse.

Segundo ele, é necessário colocar mais áreas à disposição do mercado e lembrou que há expectativas de bons resultados exploratórios em regiões como a Margem Equatorial e a Bacia de Pelotas.

Assista a cobertura da eixos diretamente de Houston:

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