Data centers

Terranova e Siemens Energy fecham contrato para desenvolver data centers no Brasil

O acordo de mais de R$ 100 milhões foi assinado em meio à confirmação da aprovação de acesso à rede elétrica

Subestação abrigada da Siemens Energy, onde os componentes elétricos ficam encapsulados em um ambiente selado preenchido com gás isolante (Foto Divulgação)
Subestação abrigada da Siemens Energy (Foto Divulgação)

A Terranova, plataforma de data centers, fechou um contrato de mais de R$ 100 milhões com a Siemens Energy para desenvolver a infraestrutura de energia para os futuros campi de data centers da empresa no Brasil, que serão construídos em Campinas (SP). 

O contrato foi assinado em meio à confirmação da aprovação de acesso à rede elétrica pelo Operador Nacional do Sistema (ONS).

A entrega dos equipamentos está prevista para 2027.

A infraestrutura de energia inclui uma subestação com isolamento a gás com capacidade de 300 MW, o equivalente ao consumo de energia de cerca de 1,3 milhão de domicílios, e dois transformadores de potência.

Nesse tipo de subestação, os componentes elétricos ficam encapsulados em um ambiente selado preenchido com gás isolante, que não é usado nem como combustível nem fonte de energia para os data centers.

Já o fornecimento de energia deve acontecer predominantemente por fontes renováveis, em linha com a matriz elétrica brasileira.

“O Brasil tem o potencial de se tornar um hub global de data centers, mas hoje o principal gargalo está na infraestrutura de rede necessária para suportar a alta densidade de demanda impulsionada pela inteligência artificial”, disse a vice-presidente sênior da Siemens Energy para a América Latina, Marcela Souza.

O CEO da Terranova, José Eduardo Quintella, destacou a importância da criação de infraestrutura confiável, eficiente e preparada para crescer com segurança

“Este é um marco importante para nós — ao estabelecermos parcerias com players relevantes e altamente confiáveis na cadeia de suprimentos global, trazemos maior robustez às nossas operações”, comentou Quintella.

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