Conta de luz

Tarifa residencial de energia deve subir 5,4% em média em 2026, projeta TR Soluções

Alta das tarifas está associado ao aumento dos custos de transmissão, que deve sofrer um acréscimo importante

Diretoria da Aneel autoriza que distribuidoras simulem negociações do mercado livre de energia junto aos clientes regulados. Na imagem: Mulher segurando conta de luz da Energisa (Foto Divulgação)
Conta de luz da Energisa (Foto Divulgação)

As tarifas residenciais de energia devem registrar alta média de 5,4% em 2026, projetou a TR Soluções com base nos procedimentos de regulação tarifária para cada distribuidora no Brasil.

As variações serão diferentes em cada área de concessão e incluem desde uma redução de 22% a aumento de mais de 30%.

Por região, os consumidores da região Sul terão o maior aumento médio (9,81%), seguidos pelos do Sudeste (7,69%), Norte (3,65%), Centro-Oeste (1,41%) e Nordeste (0,3%).

Segundo a TR Soluções, em geral, o crescimento das tarifas está associado ao aumento dos custos de transmissão, que deve sofrer um acréscimo importante. 

“Essa previsão é reflexo das tarifas de transmissão já definidas para o ciclo 2025/2026 e cujo aumento médio de 12% já é certo para os consumidores atendidos pelas concessionárias que passam por reajuste tarifário no primeiro semestre, mas com aumento menor projetado para as empresas com reajuste no segundo semestre”, disse o diretor de Regulação, Helder Sousa, em nota.

A receita fixa de energia de reserva deve cair quase R$ 2 bilhões com o fim do suprimento da maioria dos contratos do chamado leilão emergencial, que contratou energia para enfrentamento da crise hídrica de 2021.

Já o custo do serviço de distribuição e de compra de energia vai crescer, em média, abaixo da inflação, devido à ampliação para consumidores livres do pagamento do subsídio da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) Geração Distribuída (GD), que custeia os descontos e benefícios para quem gera a própria energia.

Os consumidores livres devem, ainda, ter acréscimo de cerca de R$ 10/MWh ao participarem do rateio dos custos da energia nuclear, que foi modificado pela lei 15.235/2025.

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