Geração a carvão

MME prorroga por 15 anos geração a carvão no complexo Jorge Lacerda

As quatro UTEs do complexo somam 740 megawatts (MW) de capacidade instalada e são geridas pela Diamante Energia

Indústria nuclear busca espaço na transição do carvão no Brasil e defende inserção de reatores modulares (SMRs) em termelétricas. Na imagem: Governo define conselho para transição justa do carvão de SC. Na imagem: Complexo térmico Jorge Lacerda (SC), 857 MW. Composto por três usinas, a primeira em operação desde 1965 (Foto: Divulgação)
Complexo térmico Jorge Lacerda (SC) é composto por três usinas, a primeira em operação desde 1965 (Foto: Divulgação)

O Ministério de Minas e Energia (MME) prorrogou por quinze anos a autorização para geração de energia elétrica do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda, em Santa Catarina.

As quatro UTEs do complexo somam 740 megawatts (MW) de capacidade instalada e utilizam carvão mineral como combustível principal.

A portaria foi publicada no Diário Oficial da União de quarta-feira (14/1).

As operações do complexo são geridas pela Diamante Energia.

A autorização é um efeito da lei 14.299/2022, sancionada por Jair Bolsonaro (PL), que determina à União a prorrogação da autorização do complexo por 15 anos e ao MME a assinatura de contrato de compra de energia de reserva da usina.

Usinas a carvão dividem governo Lula

O futuro das usinas à carvão é um tema de controvérsia no governo Lula. O MME defende a extensão dos benefícios da lei para as térmicas do Rio Grande do Sul e do Paraná.

A pasta incluiu, ainda, a previsão de contratação de usinas a carvão no 2° leilão de reserva de capacidade (LRCAP) de 2026, marcado para 18 de março.

O presidente Lula, por sua vez, sancionou, no ano passado, a lei 15.269/2025, que mantém a extensão dos contratos das térmicas a carvão e autoriza que usinas a carvão possam antecipar o descomissionamento, sem ônus, para a conversão para outras fontes.

Anteriormente, no marco das eólicas offshore, Lula vetou a recontratação de térmicas a carvão nacional.

Já o secretário de Meio Ambiente Urbano e Qualidade Ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Adalberto Maluf, é crítico à prorrogação dos contratos e afirma que não há “custo-benefício” na manutenção da indústria carbonífera, independentemente das contrapartidas socioeconômicas.

Ibama arquiva último pedido de licenciamento para usina de carvão

O Instituto Brasileiro Meio Ambiente Recursos Renováveis (Ibama) arquivou, em novembro, o processo de licenciamento para a construção da UTE Ouro Negro, no Rio Grande do Sul. 

A usina era, até então, o último projeto para um empreendimento fóssil de carvão mineral no país em análise pelo órgão.

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