A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) recomendou a utilização de sistemas de armazenamento de energia por baterias (BESS) com tecnologia grid-forming, que pode formar uma rede elétrica independente, nas regiões de Cruzeiro do Sul e Feijó, no Acre.
A solução é inédita e custará R$ 230,48 milhões.
A região de Feijó foi interligada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) em junho de 2023, já Cruzeiro do Sul foi interligada em dezembro de 2024.
As áreas não têm recursos de geração centralizada instalada e eram, até então, abastecidas por usinas termelétricas locais.
Com a entrada no SIN, as termelétricas passaram a operar como backup do abastecimento até o fim dos contratos, em setembro do ano passado.
Entretanto, desde as interligações, houve uma série de interrupções na transmissão.
Para garantir o suprimento das regiões no período entre o fim dos contratos das termelétricas e a implementação de soluções estruturais, um estudo da EPE (.pdf) recomenda a implantação de baterias com tecnologia grid-forming, potência de 100 megawatts (MW) e capacidade de armazenamento de 200 megawatt-hora (MWh).
“As UTEs responsáveis pelo suprimento às localidades não possuem capacidade de operação sincronizada com a rede (…) Ao passo que o BESS tem capacidade de resposta rápida para o atendimento às contingências”, disse a organização no estudo.
Mesmo assim, a EPE recomendou que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) estenda temporariamente o abastecimento pelas térmicas locais.
“Tal medida permitiria manter uma camada adicional de segurança operacional durante o período de implantação das soluções de armazenamento”, afirmou a empresa.
Já o reforço estrutural ocorrerá através da implantação de 640 km de novas linhas de transmissão e custará cerca de R$ 694,74 milhões.
