Novas obras

EPE projeta necessidade de investimento de R$ 73,6 bi em obras ainda não autorizadas no SIN até 2032

Do aporte total projetado, R$ 43 bi são para em linhas de transmissão e R$ 30,6 bi para subestações

Linhas de transmissão de energia elétrica de alta tensão em Pacaraima, Roraima (Foto Ricardo Botelho/MME)
Linhas de transmissão de energia elétrica de alta tensão em Pacaraima, Roraima (Foto Ricardo Botelho/MME)

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) avalia que será necessário investir R$ 73,6 bilhões em obras ainda não autorizadas ou licitadas no Sistema Interligado Nacional (SIN) até 2032.

A estimativa consta no Programa de Expansão da Transmissão (PET)/ Plano de Expansão de Longo Prazo (Pelp) (.pdf), publicado na quinta-feira (8/1). 

O documento auxilia na elaboração do Plano de Outorgas de Transmissão de Energia Elétrica (Potee), que detalha as obras consideradas essenciais para a expansão do sistema de transmissão.

Do investimento total projetado, R$ 43,0 bilhões (58%) são para linhas de transmissão, e R$ 30,6 bilhões (42%) para subestações. 

O estudo estima a expansão de 8,4 mil km em novas linhas de transmissão.

Por região, o investimento total está distribuído em R$ 37,6 bilhões (48%) no Sudeste/Centro-Oeste, R$ 13,3 bilhões no Sul (34%), R$ 4,0 bilhões no Norte (10%) e R$ 3,2 bilhões no Nordeste (8%). 

Segundo a EPE, R$ 22,6 bilhões devem ser licitados a partir de 2026. O investimento em novas obras por estado previsto para os dois leilões de transmissão deste ano é:

  • Bahia: R$ 663,5 milhões;
  • Ceará: R$ 704,8 milhões; 
  • Goiás e Distrito Federal: R$ 300,8 milhões;
  • Mato Grosso: R$ 699,5 milhões;
  • Mato Grosso do Sul: R$ 4,9 bilhões;
  • Minas Gerais: R$ 541,6 milhões;
  • Pará: R$ 850,2 milhões; 
  • Paraná: R$ 2,9 bilhões;
  • Rio Grande do Norte: R$ 147,5 milhões;
  • Rondônia: R$ 248,2 milhões; 
  • São Paulo: R$ 2,4 bilhões;
  • Sergipe: R$ 2,4 bilhões.

Santa Catarina tem demanda de uma nova linha de transmissão, mas o investimento necessário não foi informado no estudo. Os outros estados não têm obras para serem licitadas nos leilões.

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