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Consumo de eletricidade dá sinais de recuperação em julho, puxado por residências

Alta na demanda residencial e migração de clientes para o ambiente livre sustentam crescimento; Sul e Nordeste lideram expansão regional

Diretoria da Aneel autoriza que distribuidoras simulem negociações do mercado livre de energia junto aos clientes regulados. Na imagem: Mulher segurando conta de luz da Energisa (Foto Divulgação)
Conta de luz da Energisa (Foto Divulgação)

JUIZ DE FORA — O consumo de energia elétrica no Brasil somou 45.177 gigawatts-hora (GWh) em julho de 2025, alta de 0,6% em relação ao mesmo mês de 2024, informou a Empresa de Pesquisa Energética (EPE). O resultado interrompe três meses consecutivos de retração na demanda.

De acordo com  a EPE, o avanço foi puxado pelo consumo residencial, que cresceu 5,9% no período. Já os setores industrial (-1%), comercial (-1,5%) e outros (-3,6%) apresentaram queda.

Na análise regional, o Sul registrou aumento de 4,4% no consumo, seguido pelo Nordeste (+1,7%) e Norte (+1%). Sudeste e Centro-Oeste recuaram 1,1% cada. O crescimento no Sul reflete a base de comparação baixa com julho de 2024, quando enchentes no Rio Grande do Sul reduziram a demanda local.

O consumo acumulado em 12 meses foi de 563.208 GWh, expansão de 1,6% frente ao período anterior, segundo nota da estatal de planejamento.

No recorte por ambiente de contratação, o mercado livre respondeu por 46% do consumo em julho (20.760 GWh), avanço de 4,8% na demanda e de 49,7% no número de clientes na comparação anual.

O maior crescimento de consumo foi registrado no Sul (+10,1%), enquanto o Centro-Oeste liderou a expansão de consumidores livres (+72,1%).

O mercado regulado, atendido pelas distribuidoras, representou 54% da demanda (24.417 GWh), com queda de 2,8% no consumo e leve aumento de 1,7% no número de clientes. Entre as regiões, o Sul teve a menor retração (-0,2%) e o Norte apresentou a maior alta de consumidores cativos (+3,3%).

A EPE destaca que a migração do mercado cativo para o ambiente livre segue intensa após a abertura para todos os consumidores de alta tensão em janeiro de 2024, conforme portaria do Ministério de Minas e Energia (MME).

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