Líderes do setor

PwC: quase um quarto dos CEOs do setor de energia projetam desaceleração econômica

Pesquisa aponta que a agenda climática começa a influenciar decisões relacionadas à oferta, tecnologias e soluções

Torres de transmissão de energia elétrica de alta tensão com sol se pondo ao fundo (Foto Albrecht Fietz/Pixabay)
Torres de transmissão de energia elétrica de alta tensão com sol se pondo ao fundo (Foto Albrecht Fietz/Pixabay)

Entre os CEOs dos setores de energia e serviços de utilidade pública brasileiros, 23% projetam desaceleração econômica para os próximos 12 meses, apontou a 29ª CEO Survey (em .pdf) da PwC.

O pessimismo para o Brasil é maior do que a média global. Na pesquisa internacional, 13% dos CEOs responderam que esperam desaceleração econômica este ano.

O estudo reuniu respostas de mais de 4.400 líderes em 95 países.

Segundo o sócio e líder do setor de energia e serviços de utilidade pública na PwC Brasil, Daniel Martins, a maior apreensão dos executivos brasileiros se deve às incertezas políticas, incluindo ano de eleição presidencial, e aos juros altos.

Riscos e oportunidades climáticas nos produtos

No desenvolvimento e design de produtos, 37% das empresas do setor no Brasil já consideram riscos e oportunidades climáticas, segundo o estudo.

O percentual está em linha com o mercado internacional. Globalmente, a porcentagem é de 36%.

De acordo com a PwC, o dado sugere que a agenda climática começa a influenciar decisões relacionadas à oferta, tecnologias e soluções.

Já nos investimentos, incluindo fusões e aquisições, apenas 27% das empresas têm processos estruturados considerando o clima. Mundialmente, o índice é próximo de 29%.

“O avanço nas exigências de reporte em sustentabilidade ampliou a base de dados das empresas e criou uma oportunidade clara”, disse Martins.

“Com decisões mais bem fundamentadas, as organizações do setor podem evoluir de uma abordagem focada apenas na mitigação de riscos para uma estratégia orientada à criação de valor, aumentando significativamente sua capacidade de adaptação às mudanças de mercado”, acrescentou.

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