Em compasso de espera

Petrobras aguarda Braskem para decidir sobre Riograndense

SG/Cade aprovou a compra das ações da Novonor na Braskem pela IG4 Capital nesta sexta-feira (6/3)

Impasses na licença da Margem Equatorial e na contratação de termelétricas em leilão de potência dificultam investimentos da Petrobras. Na imagem: Presidente da Petrobras, Magda Chambriard, em entrevista exclusiva ao estúdio eixos durante a ROG.e 2024, no Porto Maravilha, no Rio, em 25/9/2024 (Foto Victor Curi/eixos)
Magda Chambriard, presidente da Petrobras, concede entrevista exclusiva ao estúdio eixos, diretamente da ROG.e 2024 no Rio | Foto Victor Curi/eixos

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, disse, em coletiva nesta sexta-feira (6/3), que a espera por uma decisão final do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre os novos acionistas da Braskem tem travado a discussão sobre o investimento da petroquímica na Refinaria Riograndense (RPR), em Rio Grande (RS).

No mesmo dia das declarações de Magda, a Superintendência-Geral do Cade aprovou a compra das ações da Novonor na Braskem pela IG4 Capital. Após esta etapa, abre-se o prazo de 15 dias para interposição de recursos por terceiros interessados, se não houver manifestação, a operação será considerada concluída.

A refinaria Riograndense é controlada pela Petrobras, Braskem e Grupo Ultra. Já a Braskem tem entre seus acionistas majoritários a Petrobras, com 47% das ações com poder de voto; e a Novonor (ex-Odebrecht), com 50,1% das ações ordinárias. O restante pertence a acionistas minoritários.

A Novonor, em processo de recuperação judicial, está em processo de venda da sua participação.

A troca de acionistas afeta a Riograndense, que será a primeira biorrefinaria do Brasil, com necessidade de R$ 6 bilhões em investimentos. Entretanto, o investimento da Braskem no projeto ainda é uma incógnita.

“Toda a conversa que surgiu na mídia foi que papel vai ter a Braskem nesse investimento a ser feito na Riograndense. É essa a questão. Só que essa questão está dependendo hoje da questão societária da Braskem, que está, vamos dizer assim, em análise no Cade”, disse Chambriard.

Com a aprovação definitiva do órgão antitruste, a expectativa da estatal é de que as discussões sobre o investimento da petroquímica sejam retomadas.

“A aprovação definitiva pelo Cade é absolutamente necessária para que a gente possa formar um novo acordo de acionistas, provavelmente com a IG4, para lidar de uma melhor forma com as sinergias entre Sistema Petrobras e Braskem”, afirmou a presidente.  

“Hoje, nós entendemos que essas sinergias não estão sendo aproveitadas como deveriam e, portanto, em última análise, a Braskem deixa dinheiro sobre a mesa ao não aproveitá-las”, completou.

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