M&As

Energia é quinto setor no ranking de fusões e aquisições em 2025, aponta KPMG

Raízen foi a grande responsável por movimentar o mercado de GD no terceiro trimestre com venda de 51 usinas

Gosolar é titular de projetos de geração distribuída (Foto Reprodução Goener)
Gosolar é titular de projetos de geração distribuída (Foto Reprodução Goener)

BELO HORIZONTE — As companhias de energia foram o quinto setor que mais realizou fusões e aquisições nos nove primeiros meses deste ano, segundo pesquisa da KPMG. Ao todo, foram 34 operações, sendo sete de fundos de investimento.

O setor de energia está atrás dos de tecnologia da informação (415 operações no total), instituições financeiras (143), empresas de internet (91) e alimentos, bebidas e fumo (38).

Um levantamento da Greener (.pdf) contabilizando 33 transações até setembro aponta que, do total, 42% envolveram usinas de usinas de geração centralizada (GC), 37% de empresas e 21% de usinas de geração distribuída (GD).

A quantidade de usinas GD transacionadas aumentou 69% em relação ao mesmo período de 2024, sendo 176. Já as usinas de GC registraram queda de 62%, sendo 26 neste ano.

Segundo a Greener, uma das grandes responsáveis por movimentar o mercado de GD no terceiro trimestre foi a Raízen, com duas operações de desinvestimento em 51 usinas solares somando quase R$ 600 milhões.

A companhia vendeu, em julho, 40 usinas para a Thopen Energia, com 103,27 megawatts-pico (MWp) de potência, e 11 usinas para o Grupo Gera, com 28,4 MWp.

Em maio, a Raízen transferiu 29 empresas de propósito específico que detêm usinas de GD solar fotovoltaica para a Infraestrutura Brasil Holding 38, subsidiária integral da Pátria Infra Core FIP.

Petróleo e gás

As fusões e aquisições de empresas de petróleo e gás subiram cerca de 14% de janeiro a setembro de 2025 na comparação com o mesmo período de 2024, totalizando 16 operações, indicou a KPMG.

No ano anterior, o total tinha sido de 14 negociações.

Das 16 operações nos nove primeiros meses de 2025, oito envolveram empresas estrangeiras adquirindo capital de outra companhia estabelecida no Brasil e seis foram realizadas entre organizações do país.

Além disso, duas foram feitas por empresas brasileiras adquirindo capital de empresa estabelecida no exterior. Do total, apenas uma envolveu fundos de investimentos de private equity e capital de risco.

Inscreva-se em nossas newsletters

Fique bem-informado sobre energia todos os dias