Biocombustíveis

Em Davos, Silveira propõe agência internacional de fomento a biocombustíveis

Globalmente, demanda por biocombustíveis deve crescer cerca de 30% até 2028, estima IEA

Em Davos, durante reunião da GBA, Alexandre Silveira propõe agência internacional de fomento a biocombustíveis (Foto: MME)
Os ministros Alexandre Silveira (Brasil) e AleHardeep Singh Puri (Índia) e o diretor da IEA, Fatih Birol, participam de reunião da GBA em Davos (Foto: MME)

BRASÍLIA – Durante reunião da Aliança Global dos Biocombustíveis (GBA, em inglês) na Suíça, onde ocorre o encontro anual do Fórum Econômico Mundial (WEF), o ministro brasileiro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD), propôs a criação de uma agência para fomentar a adoção de combustíveis renováveis na matriz energética mundial.

“Agora que o Brasil assumiu a presidência do G20, nós temos o foro necessário para consolidar os biocombustíveis como importantes vetores de promoção da transição energética”, disse o ministro nesta quinta (18/1).

A reunião foi presidida pelo ministro de Petróleo e Gás Natural da Índia, Hardeep Singh Puri, e contou com a presença do diretor da Agência Internacional de Energia (IEA), Fatih Birol, e do chefe do Centro de Energia e Materiais e Membro do Comitê Executivo do Fórum Econômico Mundial, Roberto Bocca.

Criada oficialmente em setembro de 2023, em encontro lateral à cúpula do G20 na Índia, a GBA – proposta pela Índia – tem Brasil e EUA como cofundadores e atraiu a assinatura de Cingapura, Bangladesh, Itália, Argentina, Ilhas Maurício e Emirados Árabes Unidos.

Biocombustíveis em expansão

Segundo projeções do MME, o setor de biocombustíveis deve receber R$ 200 bilhões em investimentos até 2037.

A principal bandeira do governo é o projeto de lei do Combustível do Futuro, que ainda depende de aprovação do Congresso Nacional.

O PL inaugura mandatos para combustíveis sustentáveis de aviação (SAF) e diesel verde no mercado brasileiro, além de aumentar as misturas de etanol na gasolina e biodiesel no diesel.

Globalmente, a IEA calcula que a demanda por biocombustíveis terá um crescimento de 38 bilhões de litros entre 2023 e 2028, um aumento de quase 30% em relação ao último período de cinco anos.

Em 2028, o consumo total de biocombustíveis deve ter um aumento de 23%, alcançando 200 bilhões de litros, com o diesel verde e o etanol representando dois terços deste crescimento. Biodiesel e SAF responderão pelo terço restante.